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Alexandre Sampaio (FBHA) afirma que hotelaria precisa buscar diferenciais no atendimento

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) anunciou que a demanda por voos domésticos cresceu 9,2% em janeiro de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado e que foram transportados 9,7 milhões de passageiros em voos dentro do Brasil.

Sobre o assunto, Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), diz que apesar das dificuldades econômicas pelas quais o País passa o cenário influi decisivamente no incremento também da ocupação hoteleira, uma vez que a maior parte dos hóspedes se desloca por avião.

“O mercado hoteleiro nacional está passando por uma fase de grandes investimentos, decididos há cerca de três anos quando as perspectivas eram ainda favoráveis em função da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Entretanto, o cenário econômico desfavorável, aliado a um ambiente político adverso e à crise na Petrobrás, que afeta a cadeia produtiva do offshore, ainda há apreensão quanto ao nível de ocupação média e à rentabilidade do negócio hoteleiro no curto prazo”, explica.

Para Sampaio, com a alta do dólar o Brasil terá incremento no número de viagens domésticas de lazer. “O parque hoteleiro nacional já apresenta melhora em termos de instalações e reformas e também com novos empreendimentos. Como nossos destinos turísticos são de beleza incomparável, nossos clientes estão viajando mais e optando por ficar no Brasil. Também estão sendo considerados pelos brasileiros as facilidades de pagamento, os preços mais competitivos e os serviços de bom padrão”.

Sobre crise, o executivo reafirma que o Brasil passa por momentos difíceis, entretanto, essa não é uma leitura uniforme em todo o País. “Problemas de oferta excessiva, como em Belo Horizonte e, possivelmente, no Rio após os Jogos Olímpicos preocupam. Somado a isso, o custeio da energia elétrica, da qual os meios de hospedagem são grandes consumidores, a possibilidade de alteração do Brasil Maior, com mudanças na desoneração da folha de pagamento, e as propaladas alterações no PIS/Cofins nos sugerem um momento de cautela e de busca de diferenciais de atendimento e nichos de mercado”.

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