Durante webinar realizado pela Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), 50 profissionais debateram os impactos da alta do Querosene de Aviação (QAV) e seus reflexos nas viagens corporativas. O encontro contou com a participação de Luana Nogueira, diretora-executiva da entidade; Fernando Vasconcellos, CEO do Grupo Kontik e conselheiro da associação; e Anderson Wolff, gerente comercial corporativo da Gol Linhas Aéreas.
“Entramos em um novo ciclo. Tratar a alta do QAV como um fenômeno passageiro pode levar empresas a gastarem mais e tomarem decisões menos eficientes. O momento exige análise de dados, segmentação dos perfis de viajantes e uma gestão muito mais inteligente dos recursos disponíveis”, afirmou Luana.
O conteúdo apresentado reforçou que o cenário atual deve ser encarado como uma transformação estrutural do mercado, e não como uma oscilação temporária. Entre os principais alertas, os especialistas destacaram que a simples redução das viagens não representa a melhor resposta para as organizações.
“O desafio não é viajar menos e sim decidir melhor. As empresas continuarão precisando viajar para gerar negócios, atender clientes e manter operações. O diferencial estará na qualidade da gestão e na capacidade de tomar decisões baseadas em dados e comportamento”, destacou Fernando Vasconcellos.
O executivo apresentou ainda quatro movimentos considerados fundamentais para os gestores neste momento:
- Ampliar a antecedência das compras;
- Revisar políticas de viagens;
- Adotar níveis adequados de flexibilidade tarifária;
- Tratar exceções operacionais de forma estratégica, especialmente em áreas que demandam deslocamentos urgentes.
Já Anderson Wolff mostrou uma visão prática sobre os impactos da alta do combustível nas operações aéreas e explicou que, mesmo em um cenário de normalização dos conflitos internacionais, os efeitos sobre os preços não desaparecem imediatamente.
“O combustível é um dos principais componentes do custo da aviação. Mesmo quando há melhora no cenário internacional, existe um período de acomodação que pode levar meses até que o mercado volte a operar em condições mais previsíveis. Por isso, planejamento e gestão tornam-se ainda mais importantes”, explicou Wolff.
Relacionamento e indicadores
Outro tema abordado foi a evolução dos modelos de negociação comercial entre empresas e fornecedores. Os especialistas destacaram que o momento exige relações mais transparentes, baseadas em dados, cumprimento de acordos e construção conjunta de soluções.
Durante o webinar, também foram discutidos indicadores que os gestores devem acompanhar para ampliar a visibilidade das operações, incluindo comportamento de compra, antecedência de emissão, remarcações e desempenho das políticas de viagens.
“Nosso compromisso é fornecer informação qualificada e ferramentas que ajudem os gestores a responder aos desafios do presente e se preparar para o futuro. Quanto maior a maturidade na gestão, maior a capacidade de transformar um cenário adverso em oportunidade de evolução”, concluiu Luana.
O webinar integra a programação do Alagev Educa, plataforma de desenvolvimento profissional da entidade, que continuará promovendo conteúdos direcionados aos principais desafios do mercado de viagens e eventos corporativos ao longo do ano.

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