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Adit Invest 2018 – ‘Timeshare pode mudar a cara do turismo no Brasil’

A frase do título é de Diogo Canteras, do Hotel Invest, que participou na manhã de hoje da 13ª edição da Adit Invest, em São Paulo. Na companhia de Juliana Mello, da Fortesec, e com a moderação de Felipe Cavalcante, da Adit Brasil, o executivo discursou no painel ‘Multipropriedade e Timeshare: a nova fronteira dos investimentos’.  

“Estamos estudando timeshare desde 2007, mas agora estamos mais envolvidos. Sinceramente, eu achava enganação, uma venda de pressão e de impacto. O cliente pode comprar direto de hospedagem por um valor muito abaixo. E para o dono do hotel, é um excelente negócio”, assume. “É um ótimo canal para venda porque o proprietário recebe o dinheiro antes e cria um ‘colchão’ de pessoas fiéis e sua ocupação passa a ser construída a partir daí”, completa.

Para ratificar sua análise, Canteras disse que nos Estados Unidos, a média de ocupação dos resorts é de 64%, enquanto os hotéis que têm timeshare, o ínidece é de 84%. “Quando você pega um hotel de lazer com atrativos e você coloca a operação de timeshare, a receita do empreendimento duplica porque o dinheiro é antecipado. O mercado pode mudar a cara do turismo no Brasil”, explica.

O executivo acredita que esse mercado no Brasil pode ser, inclusive, comparado ao “Minha Casa, Minha Vida” – programa imobiliário do governo federal. Para, ele, esse entendimento se justifica pelo crescimento da classe média (B e C) nos últimos 20 anos. “Com isso, consequentemente, aumentou a propensão de viagens”.

No entanto, o executivo faz ressalvas quanto aos hoteleiros que vão com “muita sede ao pote”. É preciso fazer a lição de casa. O hotel precisa ser atrativo, não se pode economizar nos elementos de lazer”, disse.

 De acordo com Juliana, muitos hotéis procuram a empresa que representa para transformar a operação hoteleira em timeshare. “Tem gente que acha que tudo é uma possibilidade. Se o hotel é ruim, não adianta fazer. Não é só transformar a operação, existe um trabalho árduo por trás”.

“É importante que o hotel tenha vendas nesse negócio e que a operação esteja, de fato, funcionando. É imprescindível que se faça um estudo de viabilidade mercadológico e fazer uma projeção pessimista e ver que, mesmo nessa projeção pessimista, o projeto é rentável”, explica.

Sobre o impacto que o Airbnb teria nos negócios de timeshare, Canteras acredita que as OTA’s ainda são maior entrave. “A gente compara timeshare com hospedagem de hotel. No entanto, se no destino tiver muita oferta de Airbnb, a gente também compara o valor e aí o impacto também é negativo”, conclui.

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