Acampamentos – Boa opção para quem busca interação social e contato direto com a natureza

Muito procurados nos períodos de férias, seja para exclusivo lazer ou aprendizado, os acampamentos possuem cunho educativo e realizam atividades multidisciplinares e que auxiliam na socialização dos participantes. “O acampamento é um lugar próximo à natureza onde a criança ou adolescente pode ter uma experiência que vai além de sua formação pessoal e educativa, conhecer novas pessoas e realizar uma troca de experiências e vivências, além de criarem uma maior responsabilidade e autonomia devido à ausência dos pais”, explica Marilia Rabello, diretora e presidente da Associação Brasileira de Acampamentos Educativos (Abae).

Segundo a profissional, existem aproximadamente 120 acampamentos educativos no País, que recebem visitantes de quatro a 17 anos o ano todo. “Durante as aulas, a maioria dos acampamentos desenvolve atividades educativas com escolas e institutos”, explica. Um desses estabelecimentos é o Acampamento Peraltas, situado em Brotas (SP), que possui ampla estrutura de lazer e um centro de pesquisa de ciências, o Centro de Estudos do Universo (CEU), aberto para os jovens visitantes que desejam conhecer mais sobre o nosso planeta. Espaço para aventura também não falta. O acampamento está situado em uma área de 33 alqueires com árvores frutíferas e diversos animais, como avestruzes, cavalos, cabras, ovelhas e vacas. Arvorismo, floating, bóia-cross, rafting e outros esportes radicais também estão disponíveis para os mais corajosos.

Especializado na prática e imersão da língua inglesa, o English Camp, na cidade de Itapetininga, em São Paulo, recebe crianças e adolescentes com atividades descontraídas para promover a prática da língua estrangeira. “Todos se divertem e fazem novos amigos, além de terem a oportunidade de conhecer e interagir com pessoas de outros países”, conta a diretora do acampamento, Solange Pizzo.

GLAMPINGS

Em uma visão simplista, acampamento é sinônimo de mosquitos, muito barro, sacos de dormir, chuveiros comunitários e cozinha improvisada, certo? Errado. Para aqueles que nunca tiveram vontade de acampar com receio de todo o estresse que essa aventura pode oferecer, a opção é se hospedar em um glamping – combinação de glamour e camping.

A expressão, ainda nova para os brasileiros, já faz sucesso em diversos países. O objetivo dos glampings é unir o contato direto com a natureza sem renunciar às comodidades de uma estrutura cinco estrelas. São vários os modelos de glampings espalhados pelo mundo, entre os quais há lodges, estruturas que imitam yurts (tendas das tribos mongóis), trailers e barracas de luxo. Tudo isso, é claro, em um ambiente climatizado, com cama fofinha, enxoval de primeiríssima qualidade, chuveiro quente, banheiras esculpidas a mão, e uma série de mimos para quem não dispensa um atendimento especial mesmo nos cenários mais inóspitos e rústicos do planeta.

Inaugurado no final do mês de dezembro de 2011 na Suíça, o White Pod funciona apenas entre os meses de dezembro e abril, temporada de frio na Europa, como forma alternativa de explorar os Alpes Suíços. Os pods, tendas translúcidas em forma de cúpulas, são construídos sobre plataformas de madeira e isolados da poluição urbana a 1,4 mil metros de altitude. Enquanto que do lado de fora a paisagem é recoberta pela neve fresca, e no interior das 15 acomodações, lareiras aquecem os ambientes compostos por camas de luxo, banheiros completos e fogões a lenha. No centro do acampamento fica um charmoso chalé de madeira do século 19 onde os hóspedes podem se reunir para o café da manhã ou simples socialização em torno da lareira.

Quem estiver à procura de aventura ou relaxamento encontrará uma série de atividades, como esqui na pista própria do acampamento, aulas de snbowboarding, caminhada pela neve ou na montanha, patinação no gelo, golfe, tratamentos no spa e banhos termais. Todas as atrações e ambientes do acampamento utilizam uma série de medidas que limitam o impacto na natureza, como por exemplo redução do consumo de água e eletricidade, conscientização dos clientes sobre a proteção do meio ambiente e o favorecimento do uso de recursos renováveis. Tudo isso para se tornar um modelo de turismo sustentável.

Inaugurado no final de 1998 entre os cangurus e o mar da Austrália, o Paperback Camp oferece duas categorias de tendas erguidas sobre palafitas – original e deluxe – totalizando 12 acomodações com varanda para apreciar a natureza. Para os hóspedes mais aventureiros que queiram explorar a área, a propriedade oferece bicicletas, caiaques e canoas, além de trilhas que podem ser percorridas durante o dia e a noite. O coração do acampamento é o restaurante Gunyah, construído na copa das árvores, de onde os hóspedes apreciam a gastronomia local e a atividade de gambás e aves que vivem por lá. Sob o comando do chef escocês Doug Innes-Will, o local serve pratos como salmão defumado com aspargos e ovos mexidos e ostras ao molho de echalotes. Os amantes da natureza podem ainda selar o compromisso sob uma atmosfera particular. A propriedade possui um serviço especial de produção de cerimônias e festas de casamento, sejam elas casuais ou jantares suntuosos.

Na Inglaterra, o Ekopod oferece passeios pitorescos e acomodações suntuosas. Fruto de dois anos de pesquisa e planejamento, o acampamento foi criado a partir de viagens realizadas pelo diretor, Simon Cathcart. “Sentia falta de um lugar elegante, confortável, divertido e ambientalmente responsável para acampar”, explica. Com design minimalista, as tendas estão equipadas com móveis modernos feitos por artesãos locais e grandes janelas transparentes que ligam o espaço interno às belezas naturais. Banheiro completo e cozinha ao ar livre também fazem parte do projeto.

Primeiro acampamento de luxo na América do Sul, o Patagonia Camp está localizado à beira do grande lago Toro e em frente ao Parque Nacional Torres del Paine, uma das grandes atrações da Patagônia Chilena. Projetado com uma arquitetura pouco invasiva e adaptada às condições locais, os 18 yurts do complexo foram erguidos sobre pilotis de madeira em meio ao bosque de lengas (árvore nativa do sul do Chile). Todas as cabanas possuem banheiro e terraço privativos, cama de casal, sistema de calefação e são decoradas com tecidos e móveis feitos por artesãos locais. Uma sede principal é a única construção sólida do acampamento. Lá estão o restaurante e lounge bar, que podem ser acessados por meio de passarelas de madeira espalhadas por todo o local.

Para quem pensou que esses requintados meios de acomodação são privilégios de outros países, o Parador Casa da Montanha (RS), não deixa nada a desejar. As barracas térmicas do empreendimento foram especialmente desenvolvidas para suportar o frio da região. O local oferece duas categorias de acomodações: a Barraca Suíte, com sala com sofá cama, cama de casal box, frigobar, calefação, lençol térmico, TV e DVD, ventilador de teto, banheiro com chuveiro, banheira de hidromassagem externa e sacada; e a Barraca Luxo, com cama de casal ou solteiro, calefação, lençol térmico, ventilador de teto, banheiro e lavabo. O chuveiro fica em uma casa de banho localizada a poucos metros da barraca, com salas individuais equipadas com calefação, secador de cabelos, espelho, chinelo e todo o conforto necessário para um ótimo banho a qualquer hora do dia.

Entre as opções de lazer, os hóspedes podem realizar excursão aos canyons e cachoeiras da região, pesca esportiva e passeios a cavalo . No que diz respeito à gastronomia, o restaurante Parador possui cardápio diversificado com comidas típicas do Rio Grande do Sul, que vão desde o feijão mexido e o arroz com charque, à paleta de cordeiro assada com batatas, passando até a truta regada de pinhão.

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