A Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG) emitiu nota repudiando a ideia de fechar o Campo de Marte. A entidade disse que a proposta é inaceitável, especialmente sob o argumento de trazer insegurança à região.
“Campo de Marte é um aeroporto seguro e importantíssimo para a cidade de São Paulo, é o quinto maior aeroporto do país em número de operações, tendo fechado 2018 com 70 mil operações de pouso e decolagem”, disse Flavio Pires, CEO da Abag.
A entidade está participando de uma série de ações contra a ideia do governador de São Paulo, João Dória, de fechar o aeroporto, incluindo manifestações, abaixo-assinados e articulações políticas.
O Aeroporto Campo de Marte encerrou o ano de 2018 com 70 mil operações de pousos e decolagens, mas já chegou a 96 mil operações anuais, antes da crise de 2014. É o quinto aeroporto mais importante do Brasil e conecta São Paulo a mais de 900 destinos em todo território nacional.
“A aviação continua sendo o transporte mais seguro do mundo e o governador sabe disso. O argumento de que Campo de Marte precisa ser fechado por falta segurança é completamente descabido. Em 10 anos da aviação morreu menos gente de acidente aéreo do que em acidentes de trânsito na Avenida 23 de Maio, nem por isso se cogita o fechamento da avenida”, disse Pires. O Campo de Marte é fundamental para o sistema aeroviário de São Paulo. Todas as grandes cidades contam com um aeroporto central dedicado à aviação geral. Marte é alternativa para Congonhas que hoje dispõe de muito pouco espaço para os aviões de pequeno e médio porte.
O usuário de Marte não é o de grandes aeronaves da aviação executiva, é outro perfil, com aeronaves menores, incluindo muitos helicópteros. “Os aeroportos de Jundiaí e de Sorocaba não teriam como absorver estas 70 mil operações/ano, e a alternativa, mencionada pelo governador, o Aeroporto Catarina, que está sendo erguido pela JHFS, estaria um pouco mais distante dos centros empresariais da cidade de São Paulo, do que o aeroporto do Campo de Marte”, explica o CEO ABAG. Para a entidade é possível fazer usos diferenciados do Campo de Marte sem abrir mão das operações. Ao todo são 2,5 milhões de metros quadrados.
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