A nova gestão

A gestão de pessoas na Hotelaria vive um processo de renovação. A pandemia de Covid-19 – que já matou mais de 160 mil pessoas no Brasil – impôs ao setor uma crise sem precedentes. Pela primeira vez na história, a maioria dos hotéis permaneceu fechada por mais de três meses, provocando demissões e readequação nas operações.

Hoje, segundo o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), 93% dos quartos de hotéis de rede pelo País estão disponíveis aos hóspedes. O desafio dos empreendimentos é se reerguer em uma nova realidade delineada por perdas, rupturas e novas demandas. Para especialistas, a sobrevivência neste cenário depende também de uma renovação nos processos do departamento de Recursos Humanos. “O momento exige repensar as estruturas organizacionais”, dimensiona o professor de Gestão de Pessoas da PUC-SP, Marcelo Treff.

Para o profissional, que é autor do livro Gestão de Pessoas: olhar estratégico com foco em competências (Elsevier), historicamente, o RH não é uma área que inova, e sim um setor protocolar que dança conforme a música. “Tem um potencial enorme, mas pouco desenvolvido no País. O seu papel estratégico, por exemplo, só começou a conquistar espaço no Brasil na década de 1990, com a abertura econômica. De modo geral, prevalece aqui o modelo do setor de RH assistencialista, que não é priorizado como área de resultado. A compreensão estratégica da área é restrita às grandes corporações. As empresas familiares de pequeno e médio portes ainda mantém o RH muito vinculado ao Financeiro e o veem como segmento de despesa”, situa.

Na Hotelaria, a gestão de pessoas reflete a fotografia geral do País. “A indústria hoteleira não se renovou ao longo dos anos. Agora, da noite para o dia, está sendo obrigada a se reinventar, a pensar e a aprender a fazer de um jeito diferente”, analisa o diretor de Vendas e Marketing do grupo Aviva, Miguel Diniz.

O profissional aponta que o segmento experimenta uma oportunidade para construir, de fato, um modelo de gestão de pessoas que tenha a cultura de inovação como pilar. “Neste cenário, precisamos dar maior autonomia aos colaboradores para que tenhamos mais agilidade. Para muitos hotéis, inovar a gestão de pessoas nesta crise significa a sobrevivência do negócio”.

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