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‘A inovação desafia, mas ao mesmo tempo nos salva’, afirma Reinaldo Bulgarelli

Durante a 2ª edição do Fórum de Turismo LGBT do Brasil, evento que aconteceu ontem (5), no Maksoud Plaza Hotel, capital paulista, o educador e consultor e também diretor do Fórum de Empresas e Diretos LGBT, Reinaldo Bugareli, apresentou a palestra ‘MICE LGBT – Um debate construtivo sobre LGBT e o universo corporativo’. Na ocasião, o especialista elencou as prioridades de uma empresa que deseja realmente se tornar LGBT friendly atualmente, e falou sobre a imprescindibilidade da pluralidade de pessoas numa organização.

“Tudo o que conhecemos ainda é muito influenciável. A ideia de ‘aloirar’ o mundo, por exemplo, como se fez na Igreja Católica, séculos atrás, elegeu um Deus loiro e europeu para a humanidade. Isso não fala sobre os deuses em si, mas sim sobre nós. A diversidade não é contra estas características, e sim contra confundi-las como características únicas do que é bom, forte e confiável”, afirmou Bulgarelli, iniciando seu discurso.

“As empresas precisam se focar mais no mérito e no que está sendo pedido, independente das características do ser humano. É inviável conceber, por exemplo, que apenas 35% das mulheres esteja na base das empresas, quando as mesmas representam 52% da população. Qual é o critério que define os homens como fortes e as mulheres como delicadas?”, questiona.

Para ele, muitas empresas, felizmente, já querem migrar do homogêneo para o diverso. “O mundo passa por mudanças rápidas, profundas e intensas. É preciso avançar e dialogar de uma forma mais ampla. Não diga a básica frase ‘não discriminamos’. Pense em mensagens positivas para passar para as pessoas”, reitera.

Para ele, valorizar a diversidade se elenca em três critérios: é a coisa certa a se fazer, deve ser a essência da organização e traz, comprovadamente, estabilidade para os negócios. “Contratar bem é negócio e envolve foco no mérito. A inovação envolve a pluralidade de pessoas e perspectiva. Dentro deste conceito, é claro que a inovação nos desafia, mas ao mesmo tempo nos salva e nos mantém no mercado”, defende.

A programação contou também com outros painéis, abordando a realidade das famílias LGBT no turismo, as preferências de viagens das lésbicas e a importância dos grandes eventos LGBT para o setor.

*por Nathalia Abreu

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