O segundo debate da manhã de hoje, 4, no Festuris, teve como tema “A evolução das tecnologias para atender os diferentes nichos de mercado”. O primeiro a discursar sobre o assunto foi o sales partner da PmWeb Marketing Cloud Services, Augusto Rocha. Ele falou sobre a indústria turística precisar estar à frente das OTAs para competir e quebrar o monopólio.
“A Disney entendeu que o tempo dos visitantes não é ocupado somente quando está dentro do parque, mas também antes de depois. Por isso, criou uma ferramenta de compartilhamento”, exemplifica. “A AccorHotels comprou recentemente o onefinestay. “A Accor antes só vendia seus próprios hotéis e agora vendem empreendimentos que não são da rede em seu próprio site. Ela entendeu que o mercado mudou”, diz.
Segundo Rocha, atualmente, quem está lucrando com o turismo mundial é o Google, pois está o tempo todo com o viajante, durante todo o processo. Muitas empresas gastam muito com propaganda.
Para Rocha, os hotéis precisam variar o seu mix de vendas, com vendas diretas e outros canais. Google Hotels e Google Flights impulsionam as vendas diretas, pois direcionam os usuários para as páginas das empresas. “Existe a possibilidade do Google mudar toda a dinâmica atual, se ele começar a priorizar as vendas diretas”, acredita.
Rocha mostrou a diferença de como um hotel pode ser anunciado. OTAs tem foco em preço e localização. Ele deu um exemplo de como um mesmo produto é vendido direto e com uma OTA. No primeiro caso, são destacados os atributos e serviços oferecidos; no segundo, o site destaca a localização e o preço.
Novas tendências
Depois foi a vez de Adriano Nagão Schissatti, gerente de vendas da CWT. Ele falou sobre novas tendências tecnológicas do mercado. “Já vemos que existem sites e aplicativos que fazem reservas por hora e outras inovações”, explica. “Nós agentes de viagem precisamos descobrir como trabalhar com essas ferramentas da melhor forma, para que o cliente não decida fazer a compra direta”, diz.
Segundo o gerente, uma das tendências é que tudo seja feito pelo mobile. Para isso é necessário que haja muita segurança de informação.
Cada vez mais as empresas vão precisar usar canais para falar mais rapidamente com os viajantes, como utilizar o aplicativo Whatsapp. As pesquisas também serão cada vez mais importantes.
O foco do futuro serão as viagens personalizadas. “É o que nós agentes de viagem já fazemos”, disse.
Edson Luís Lamb, CEO da BCS Automação discutiu sobre como gerenciar o BackOffice na nuvem. Para ele, o BackOffice deve ser integrado entre empresa e cliente, sendo alimentado em tempo real e integrado com as redes sociais. “Quando alguém comprar um pacote deveria já aparecer no Facebook”, acredita.
Segundo o CEO, para atender, entender e encantar é necessário interagir. “E para isso precisamos de tempo, o que não temos. Mas temos ferramentas para isso”, diz.

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