O último dia do Conotel 2016 aconteceu na última sexta-feira (20) e abordou temas de interesse da hotelaria. O painel “Gestão hoteleira, hospitalidade e inovação” focou nos problemas, soluções e motivações dentro da gestão hoteleira. Para o professor Geraldo Castelli, fundador e diretor da Castelli Escola Superior de Hotelaria, é preciso influenciar positivamente a vida dos hóspedes, já que o hotel tem o poder de transformar a viagem em uma experiência agradável. Castelli também falou sobre a importância de fidelizar clientes. “A hospitalidade toca profundamente a essência humana e a hotelaria exerce o papel de anfitriã na viagem do hóspede. Por isso, a hospitalidade é uma vantagem competitiva”, relata. Para o professor, na década de 1970 surgiram hotéis sob medida para públicos específicos, como estratégia de marketing. Já a sustentabilidade também é fator competitivo nas questões ambiental, social e econômica, para que o hotel se torna uma empresa cidadã. “Pela hospitalidade se proporciona vivências e experiências únicas. Assim, o hotel se torna uma empresa anfitriã. O hóspede não tem só um necessidade biológica, como comer e dormir. Seu bem-estar envolve questões psicológicas, sociais e espirituais”, acredita Castelli. O profissional explica que uma atitude hospitaleira envolve comportamento, cordialidade, espírito de serviço, ética, generosidade, respeito e serenidade, que geram impacto na cultura da organização. “Hospitalidade consiste em proporcionar bem-estar mútuo, com atos de receber, hospedar, alimentar, entreter e despedir-se dos hóspedes. A atitude hospitaleira também inclui brilho nos olhos dos funcionários”, acredita Castelli.
Caio Luiz de Carvalho, diretor geral do Grupo Bandeirantes e ex-ministro do Turismo, falou sobre “Caminhos do setor do Turismo”, no último dia do Conotel 2016. O executivo abordou temas, como turismo, cultura, cidades e destinos criativos. “Os destinos precisam ser cada vez mais criativos, atrativos e sustentáveis”, disse. Já André Berberi, da Signature Brasil, discutiu “Qualidade x Vendas”. Para ele, um atendimento memorável fideliza clientes e 68% dos hóspedes não voltam se receberem uma atitude de indiferença de um funcionário. “Por isso, o primeiro contato humano, feito pelo setor de recepcionistas e reservas é fundamental”, acredita. Patricia Coutinho, da ABIH Nacional e moderadora do painel, discursou sobre hospedagens compartilhadas, como hostels e albergues. “Hoje, as pessoas compartilham até salas de reuniões e táxis para reduzir custos e aumentar as experiências. Grandes redes já aderem a esse modelo, como Hilton e Accor, e oferecem experiências dentro do hotel, onde a pessoa cozinha, faz sua própria comida. As novas gerações estão abertas a adotar esse novo modelo”, acredita ela.

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