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Conotel debate a economia colaborativa na hotelaria

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis promove entre os dias 18 e 20 de maio, em São Paulo (SP), a 58ª edição do Congresso Nacional de Hotéis (Conotel). O primeiro painel do dia 18 debateu o tema “Impacto da Economia Colaborativa na Hotelaria e a Regulamentação do Setor”.

A palestra foi liderada pelo deputado federal Herculano Passos, presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. O político levantou a questão da cobrança pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação) de direitos autorais em hotéis. “Quando uma pessoa aluga um quarto é como se alugasse uma casa, aquele espaço se torna privado”, acredita. “Concordo com a cobrança nos espaços comuns dos hotéis, mas nos quartos não. Muitos hóspedes nem usam mais a televisão, a taxa é injusta”, completa.

Outro ponto levantado foi a contratação de pessoas para trabalharem um curto espaço de tempo em hotéis, em períodos onde é necessário um número maior de mão de obra. “Nossa legislação não permite e, em tempos de crise, é necessário termos criatividade”, afirma.   

Herculano Passos                                                          Mesa do primeiro painelO deputado é um dos defensores da legalização dos jogos no Brasil. “A loteria é legalizada, então por que não liberar os outros?”, questiona. Segundo Passos, a legalização dos jogos no Brasil, principalmente dos cassinos, pode gerar uma arrecadação de R$20 bilhões por ano no início. “Os Estados Unidos arrecadam US$120 bilhões por ano com esta prática”, completa. Para ele, a prática pode movimentar o turismo no país.

O Airbnb, plataforma de aluguel de imóveis privados para férias, foi um tema bastante discutido no painel. Para Paulo Michel, vice-presidente da ABIH Rio de Janeiro, a concorrência entre o site e a hotelaria convencional precisa ser leal. “O governo precisa se preocupar com a segurança que os turistas terão neste tipo de hospedagem e também se pergunta quanto poderia ganhar em impostos”, afirma. “Em Nova York, o governo percebeu que tiveram queda na arrecadação com a hotelaria por causa do Airbnb e começou a trabalhar para regulamentar a prática”, completa. Rubens Schwartzmann, presidente da Abracorp (Associação Brasileira das Agências de Viagem Corporativas), concorda. “Há lugar para todo mundo, mas a competição não pode ser desleal, é preciso regulamentação”, afirma.   

O congresso reuniu autoridades do setor                         Mesa do segundo painel

O presidente do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil), Manuel Gama, também falou sobre a plataforma. “O Airbnb é a hospedagem oficial das Olimpíadas. Cá entre nós, é o fim da picada”, declara. Gama afirma que a lei geral do turismo determina que locais que vendem diárias precisam se cadastrar. “Encontramos apartamentos que estão recebendo turistas sem o mínimo know-how. Um hotel precisa ter um alvará especial dos bombeiros, que é mais caro do que o para áreas comerciais e residenciais. É claro que se você não está pagando todos os tributos, conseguirá cobrar uma diária menor”, completa.

Esporte e hotelaria

O segundo painel do dia 18 discutiu as “Olimpíadas e hotelaria – Esporte como Atrativo e Lucratividade”.  Henrique Lenz Cesar, vice-diretor financeiro da ABIH Nacional comentou os benefícios que a Copa do Mundo trouxe para Curitiba. “Durante a Copa do Mundo a ocupação média da cidade foi de 80%. Nesta época do ano costuma ser de 38%”, explica.

O hoteleiro afirma que a Arena da Baixada está encontrando outros usos além de sediar jogos de futebol. “Recebemos um show do cantor Rod Stewart e isso movimentou a hotelaria. Também atraímos 40 mil pessoas para assistir uma luta do UFC e os hotéis ficaram com 100% de ocupação no período”, declara. “Este estádio foi um ótimo legado para Curitiba. Este ano devemos, também, sediar um show do tenor Andrea Bocelli”, completa. 

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