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Painel debate as necessidades do público LGBT na hotelaria

O segundo painel apresentado no Fórum de Turismo LGBT 2017, evento que acontece hoje em São Paulo (SP), abordou especificamente o setor hoteleiro. Com o título “Como receber e entender as necessidades dos hóspedes LGBT?”, a discussão foi mediada pela doutora, professora e pesquisadora de Turismo da USP (Universidade de São Paulo), Mariana Aldrigui. A mesa foi composta por Ewerton Camarano, gerente geral do Novotel Jaraguá, Leonel Reyes, diretor Corp Latam da Hard Rock Hotels e Sandro Stanise, gerente de Vendas regional do Meliá Paulista.

A pesquisadora Mariana Aldrigui iniciou o debate enfatizando a importância de lembrar que as o público LGBT não deve ser tratado como um segmento único. “Existe o turista LGBT solteiro, o casado, o casado com filhos, entre outros. São múltiplos desdobramentos dentro de uma comunidade. Precisamos parar de olhar como se estivéssemos carimbando as pessoas”, explica.

Durante o painel, os participantes apresentaram as práticas adotadas pelas redes hoteleiras em que trabalham. Camarano, do Novotel Jaraguá, explicou que dentro da Accor existe um compromisso com o segmento LGBT. “Criamos um comitê que começou a desenvolver uma série de ações. Acreditamos que, para chegar no cliente final, precisamos primeiro nos transformar internamente. A rede compartilha da mesma filosofia no mundo inteiro: estamos sempre de braços abertos para todos, independente de qualquer característica física. O tema diversidade é um assunto muito amplo”, ressalta.

Para Reyes, da Hard Rock Hotels, a marca serve a todos sem diferenças. “Estamos focados fortemente para a qualidade do serviço. Não temos um diferencial para o público LGBT. Temos exatamente os mesmos serviços, com o mesmo padrão. Fazer as coisas bem feitas é a melhor qualidade para atender este público”, conta.

Stanise, representante do Meliá Paulista – hotel que sediou o Fórum – acredita que, hoje em dia, o trato com a pessoa é muito mais importante do que o serviço em si. “A fidelização acontece quando você trata as pessoas de uma maneira igualitária. O hóspede precisa sentir como se estivesse na casa dele. Nós preparamos a casa para receber da melhor maneira possível”, finaliza.

*por Nathalia Abreu

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