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Brasil pode cair para o terceiro lugar na recepção de turistas internacionais

De um País líder na recepção de turistas internacionais na América do Sul, o Brasil pode cair para o terceiro lugar. Como grande mercado interno de turismo o País pode crescer muito mais. O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, acredita que a transformação do modelo atual de gestão (uma autarquia) para um serviço social autônomo (uma agência, nos moldes da Apex e do Sebrae) é a saída para que a Embratur retome capacidade de investimentos para enfrentar essa forte concorrência dos países vizinhos.

Além da diretoria da Embratur, do ministro do Turismo Marx Beltrão, o governo em geral está apostando na aprovação do projeto de lei (PL 2724/2015), que propõe esta mudança e que já está na Câmara dos Deputados, pronto para ser votado. Nesta semana um grupo de lideranças do Conselho Nacional de Turismo, acompanhadas de parlamentares comprometidos com o crescimento do setor, Lummertz e o ministro Beltrão estiveram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que encaminhou o projeto ao plenário, para votação do regime de urgência e posterior votação do mérito. O presidente da Embratur considera que o momento é crucial para essa mudança da Embratur.

A Argentina, por exemplo, investiu anualmente cerca de US$ 80 milhões; a Colômbia, por sua vez, US$ 100 milhões; já o Peru, investiu cerca de US$ 95 milhões.

Ainda nesta semana, o governo da Colômbia anunciou que o país ultrapassou os 6,5 milhões de visitantes internacionais recebidos em 2017. É o mesmo patamar do Brasil em 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Os dados oficiais das chegadas de 2017 ainda não foram disponibilizados pelo Ministério do Turismo. “Todos esses países apresentam fluxos turísticos internacionais sólidos e crescentes. Nós estamos patinando na faixa dos 6,6 milhões de turistas internacionais anuais há um bom tempo”, destacou o presidente do Instituto, Vinicius Lummertz.

O ano de 2017 foi de recorde para o turismo para os argentinos. Foram 2,6 milhões de turistas internacionais apenas nos aeroportos, um crescimento de quase 8%, comparado ao ano anterior. A estimativa total é de mais de 6,6 milhões de visitantes na Argentina. Portanto, de uma posição de país líder em turismo na América do Sul, o Brasil pode passar a um terceiro lugar no ranking, ainda este ano. O Peru, outro forte concorrente do Brasil, está chegando na casa dos 4 milhões de turistas estrangeiros, com crescimento de 30% em menos de uma década.

“O que todos estes destinos têm em comum? Investimentos pesados na divulgação do turismo. Só com a mudança do modelo de gestão da Embratur será possível aumentarmos o investimento no setor. Essa é uma forma de descolar do enxuto orçamento repassado pela União, e assim buscar a retomada da liderança”, afirma Lummertz.

O presidente da Embratur fez, nesta sexta-feira (23), um apelo a deputados e senadores no sentido de se empenharem pela aprovação da transformação do Instituto, bem como pela nova Lei Geral do Turismo e pela abertura de capital das empresas de transporte aéreo.

 

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