A AccorHotels realizou ontem, 9, a quinta edição do Fórum de Formação em Compras. Na ocasião, executivos da rede francesa fizeram palestras para o publico formado por fornecedores e a atual crise econômica do país foi bastante lembrada.
O CEO da AccorHotels na América Latina, Patrick Mendes, abriu o evento fazendo um panorama geral da rede e salientou a importância de estreitar o contato com investidores e fornecedores em épocas de crise. “É importante termos parcerias mais arrojadas. Podemos aproveitar a crise para aumentar o retorno financeiro”, afirmou.
Para Mendes, a atual situação econômica pode gerar grandes oportunidades de conversões. “Na crise, hotéis independentes têm mais dificuldades em se manter”, explicou. A rede, que abre um novo hotel no mundo a cada dois dias, deve inaugurar 30 novos hotéis no Brasil entre 2016 e 2019, muitos deles fruto de conversões.
Outro modelo de negócios adotado pela empresa é a franquia. “A Accor não tinha um modelo de negócios para pequenas empresas e a franquia funciona muito bem. Estamos chegando a cidades que não tinham uma hotelaria qualificada”, afirmou Eduardo Camargo, diretor adjunto de Desenvolvimento de Novos Negócios da AccorHotels na América do Sul. O executivo elencou algumas cidades menores que receberam recentemente novos hotéis da rede, como o ibis em Igrejinha, localizada no Rio Grande do Sul.
As cidades secundárias e terciárias também foram lembradas por Franck Pruvost, diretor de Operações da Família ibis na América do Sul. Segundo o diretor, a rede AccorHotels está investido em localidades fora de grandes capitais, como Arapiraca, em Alagoas. Distante 131 quilômetros da capital Maceió, inaugurou em outubro deste ano o primeiro ibis da cidade e o primeiro hotel da rede no agreste do estado.
A Head de Procurement da AccorHotels, Gabriella Spinola, também abordou a atual crise financeira no Brasil. “Atualmente temos mais números de hotéis do que taxa de ocupação, mas não deixamos de investir. Nossa ocupação caiu, mas estamos nos reinventando”, afirmou.
A executiva salientou a importância de estreitar o relacionamento com fornecedores brasileiros e investir mais no produto nacional. “Muitos itens são trazidos de fora, nos acostumamos assim. Mas, com a alta do dólar, precisamos mudar isso”, afirmou. Gabriella deu como exemplo a troca de amenites realizada pela rede, operação que reduziu os custos e manteve a qualidade.
A qualidade foi lembrada por Gabriella. “Às vezes o fornecedor se esforça para entregar o ótimo e para a Accor o bom já era suficiente. Estamos dispostos a rever este processo”, afirmou.
Erwan Le Goff, diretor de TI da AccorHotels na América Latina, foi outro que salientou a busca por fornecedores locais, gerando, desta forma, uma economia nos impostos de importações, que chegam a 40% do bugdet do setor.
Outro desafio é fazer com que o Brasil acompanhe a tecnologia de outros países, já que ocupamos o 90º em velocidade de internet no mundo. “A inovação não vai esperar o Brasil. Se não houver banda de internet ficaremos para trás. A inovação precisa de velocidade”. O diretor convidou os fornecedores a apresentarem soluções e inovações na área de tecnologia, para vencer este problema.
Lucas Demetrescu, gerente de A&B da rede ibis, revelou o novo olhar da rede no setor. “Antes tratávamos o A&B como algo só para suprir a necessidade do cliente. Agora estamos transformando a experiência em emocional”, afirmou.
Como parte da nova estratégia, em 2014 foram trocados os cardápios de todos os hotéis ibis, oferecendo soluções que se adaptam ao cliente e mesclando modernidade com o tradicional – há arroz e feijão como uma das opções, por exemplo.
Em paralelo, colaboradores da rede AccorHotels participaram de palestras para se aproximarem com quem fornece produtos e serviços aos hotéis. Além disso, 34 stands de fornecedores foram montados no evento, onde foi possível conhecer seus produtos e criar novas oportunidades de negócios.












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