Tecnologia é empregada para reduzir desperdícios na hotelaria
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A Rede Bristol Hotéis & Resorts investe na união entre tecnologia, equipamentos e gestão para aprimorar o setor de Alimentos e Bebidas (A&B). Segundo Eliane de Ramos Moura, coordenadora de A&B da companhia, o conceito de cozinha inteligente vai além da aquisição de equipamentos de ponta. Envolve planejamento, padronização de receitas, segurança alimentar, sustentabilidade e controle de custos.
Um dos principais recursos utilizados são as fichas técnicas digitais, que estabelecem receitas, medidas, gramaturas, porcionamentos e modos de preparo. Presentes desde o início das operações dos restaurantes da rede, elas vêm sendo aprimoradas ao longo dos anos. Atualmente, a Bristol trabalha na atualização dos cadastros do sistema de almoxarifado para aperfeiçoar o cálculo do Custo da Mercadoria Vendida (CMV). “Deste modo, as operações deixam de trabalhar de forma reativa e passam a trabalhar de forma preditiva”, afirma Eliane de Ramos Moura, coordenadora de A&B.
A integração entre os setores de compras, almoxarifado e cozinha também permite rastrear a movimentação de mercadorias, desde a negociação com fornecedores até a venda dos pratos. Segundo Edson José Costa Vasconcellos, analista de Custos e Suprimentos da Central, a confiabilidade dos resultados depende da correta alimentação dos sistemas e das fichas técnicas.
O trabalho também envolve o controle de ingredientes mais caros, como proteínas, e a adequação das quantidades mantidas em estoque à demanda efetiva dos restaurantes. Essas informações auxiliam nas compras e no planejamento da produção, evitando excessos sem comprometer o padrão dos preparos.
Equipamento e tecnologia a serviço das equipes
Além das ferramentas de gestão, a Rede Bristol utiliza equipamentos profissionais, como fornos combinados, máquinas de embalagem a vácuo e câmaras frias, que contribuem para agilizar os processos de preparo e melhorar a conservação dos alimentos. A rede também avalia novas aquisições tecnológicas de acordo com as necessidades e características de cada unidade.
Para Eliane, porém, a modernização precisa estar associada à capacitação das equipes. Treinamentos e procedimentos padronizados favorecem a troca de conhecimentos entre os hotéis, enquanto a tecnologia permite que os profissionais concentrem seus esforços na execução das tarefas e na qualidade do serviço.
“O fator humano traz a atenção aos detalhes, a antecipação às necessidades do cliente e o ato de surpreender com pequenos gestos de gentileza e cortesia”, destaca a coordenadora.

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