


Tecnologia a seco acelera obras, retrofits e garante mais sustentabilidade aos projetos de qualquer magnitude
A tecnologia Steel Frame, já amplamente consolidada em mercados maduros, exemplo o norte-americano, começa a ganhar protagonismo na construção civil brasileira – especialmente em segmentos que exigem rapidez, eficiência e previsibilidade de custos, como a hotelaria. E entre as empresas pioneiras nessa transformação está a Constru’a, fundada em 2009 com o propósito de oferecer soluções de construção a seco e, desde 2010, totalmente especializada no sistema Steel Frame.
“Quando criamos a Constru’a, já acreditávamos que o futuro da construção estava na industrialização e na sustentabilidade. Começamos com drywall e migramos para o Steel Frame, ainda quando o sistema engatinhava no Brasil”, lembra Sander Fogliarini, diretor comercial da empresa. Hoje, a Constru’a atua em parceria com a CenterSteel, indústria responsável pela fabricação dos perfis em aço galvanizado que compõem a estrutura principal de seus projetos.
Com uma trajetória consolidada, a empresa já acumula obras de referência no setor hoteleiro. Entre elas estão a ampliação do Kurotel, em Gramado; o Holiday Inn Farroupilha, de dez pavimentos; e o Hotel Fazenda Vale da Mantiqueira, que representa a maior obra de Steel Frame em execução no Brasil, com mais de 13 mil m² e 190 novos quartos.
Segundo Sander, o sistema oferece ganhos expressivos em todas as etapas. “Uma obra em Steel Frame pode ser até 40% mais rápida do que uma construção tradicional. E para o hoteleiro, isso significa começar a operar e faturar muito antes, reduzindo o tempo de retorno do investimento”.


Fabio Ghessi, diretor comercial da CenterSteel, ressalta que o tempo para quem é empreendedor faz toda a diferença, pois cada dia de atraso na abertura representa receita perdida. “O Light Steel Frame proporciona uma redução considerável no prazo de obra. Projetos que levariam anos em alvenaria podem ser concluídos em meses com o Steel Frame”, conta.
E a diferença é significativa: “em um projeto que fica pronto com sete meses de antecedência, por exemplo, é possível que o proprietário alcance uma antecipação de receita considerável por escolher o Light Steel Frame em comparação com a alvenaria tradicional. É possível prever um valor aproximado realizando uma conta simples ao multiplicar o número de unidades do hotel, a taxa média de ocupação de 70%, o valor da diária e o ganho de tempo, proporcionado pela obra mais ágil”, revela.
A CenterSteel constrói soluções em Steel Frame desde 2011 e, durante este período, já realizou mais de 2.620 projetos no Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina, Chile e Estados Unidos, com equipe própria que inclui engenheiros e arquitetos. “A construção civil passa por uma transformação silenciosa, mas poderosa. Em um cenário que exige mais agilidade, eficiência e responsabilidade ambiental, o Light Steel Frame se consolida como alternativa moderna, limpa e precisa para obras de todos os portes”, afirma Ghessi.
Agilidade e baixo impacto ambiental
Além da rapidez, o Steel Frame proporciona melhor desempenho térmico e acústico, dois fatores decisivos para o conforto do hóspede. O resultado é um ambiente mais silencioso, com menor necessidade de climatização e economia de energia, o que contribui tanto para a experiência do cliente quanto para a sustentabilidade do empreendimento.
Outro ponto de destaque é o baixo impacto ambiental. Enquanto uma obra tradicional pode gerar até 25% de resíduos, o Steel Frame produz menos de 5%. “Trabalhamos com materiais recicláveis e processos limpos. O aço é 100% reciclável e o sistema praticamente elimina o desperdício. Isso tem um peso enorme para um setor que busca certificações e práticas sustentáveis”, explica Sander.
O diretor também reforça que, ao contrário do que muitos pensam, a leveza do material não significa fragilidade. “O Steel Frame é um sistema extremamente resistente e totalmente normatizado pela ABNT. Quando bem empregado, tem vida útil igual ou até superior à da alvenaria”.
Fácil manutenção, mais previsibilidade
Essas características foram precisamente os diferenciais apontados pelo hoteleiro Sérgio Antunes Júnior, para justificar a opção pela tecnologia para modernizar e expandir as estruturas dos hotéis Fazenda Vale da Mantiqueira e Fazenda Serra Verde, ambos em Minas Gerais. No Vale da Mantiqueira, a adoção da construção a seco começou há uma década, com resultados expressivos em agilidade, sustentabilidade e retorno financeiro. “A obra avança muito mais rápido em comparação com o sistema convencional. Como os apartamentos são destinados à locação, quanto antes conserguimos colocar a unidade no pool, mais cedo ela começa a gerar receita”, explica.
Além da rapidez, Sérgio também destaca a sustentabilidade como diferencial do método. “A construção a seco gera o mínimo de resíduos e reduz significativamente o impacto ambiental”, afirma. “Todo o projeto — da estrutura à parte elétrica e hidráulica — é definido e fabricado sob medida nas indústrias de aço, o que garante exatidão e reduz desperdícios. No canteiro, o processo se resume à montagem das peças, o que acelera a execução e praticamente elimina sobras de materiais”. Do ponto de vista estrutural, o sistema permite fundações mais leves, já que o peso sobre o solo é menor. “Uma fundação convencional com pilares e vigas de concreto armado exige mais material e tempo. No Steel Frame, conseguimos reduzir custos e acelerar a entrega”, explica.

Antunes Junior conta que em cidades pequenas, como Virgínia e Pouso Alto, onde seus hotéis estão localizados, lidar com a escassez de mão de obra é um desafio. “O Steel Frame, por ser um sistema industrializado, depende menos dessa mão de obra e oferece muito mais precisão”, completa.
Além do conforto e da eficiência, o Steel Frame também facilita manutenções futuras. “A passagem de tubulações e cabos é feita dentro dos perfis de aço, com fácil acesso para reparos. Para quem vive de hotelaria e precisa ter os equipamentos sempre disponíveis, é uma solução tecnicamente viável e economicamente inteligente”, conclui.
Ampliação com o hotel em operação
Sander Fogliarini lembra que o método construtivo se mostra especialmente vantajoso em ampliações de hotéis em operação, onde o canteiro de obras precisa causar o mínimo impacto possível na rotina dos hóspedes. “Como os componentes chegam prontos da indústria, há menos movimentação de materiais, mão de obra reduzida e ruído mínimo no local”, explica. Outro benefício é a previsibilidade orçamentária e de cronograma. “No Steel Frame, é possível planejar com precisão o custo e o tempo de execução. Isso dá segurança ao investidor e evita surpresas durante a obra”.
A Constru’a atua em conjunto com a CenterSteel para oferecer soluções completas, desde a análise do projeto arquitetônico até a entrega final. O cliente pode apresentar um projeto já existente, que é então adaptado para o sistema Steel Frame. “Não é preciso começar do zero. Nós transformamos o projeto e entregamos a solução pronta, com gerenciamento e execução feitos pela nossa equipe”, complementa Fábio Ghessi.
Para Sander, o Steel Frame deixou de ser uma promessa do futuro e se tornou realidade no presente. “O sistema não é mais uma tendência, é uma realidade consolidada. Nós já temos 16 anos de experiência construindo com esse método e inúmeros cases que comprovam sua eficiência, durabilidade e qualidade”.
Na experiência do hoteleiro Sérgio Antunes Junior, mesmo quando o custo inicial é ligeiramente superior ao da alvenaria, o investimento se paga rapidamente. O hoteleiro endossa a afirmação de Sander. “Como a operação começa antes, a receita antecipada compensa o valor adicional. Em cerca de quatro meses de funcionamento, o hotel já cobre a diferença de custo e ainda ganha mais de um ano de geração de caixa que teria sido perdido se a obra fosse convencional”.
“Construir com Light Steel Frame não é apenas uma escolha técnica, mas uma decisão estratégica. Em tempos de escassez de mão de obra qualificada, recursos naturais e mudanças climáticas, apostar em métodos construtivos industrializados significa estar à frente do tempo e, principalmente, em sintonia com o futuro”, finaliza Ghessi.



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