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Escassez de mão de obra

O que a hotelaria precisa fazer para enfrentar um dos grandes gargalos do setor

Setor de turismo vem se recuperando fortemente da crise gerada pela pandemia da Covid-19. O World Travel and Tourism Council (WTTC) ratifica essa afirmação em sua mais recente Pesquisa de Impacto Econômico (EIR), apresentada no mês de maio. De acordo com o estudo, a atividade turística deverá alcançar os níveis pré-pandêmicos de 2019 ainda este ano – recuperando mais de 95% de sua capacidade de movimentação financeira, o que representa uma mobilização de US$ 9,5 trilhões em todo o mundo.

Com a retomada do turismo, a hotelaria precisa de mão de obra para atender a demanda, e é aí que esbarra em um (velho e) grande desafio. Se contratar e reter talentos para o setor da hospitalidade já era difícil, pós-pandemia a missão tornouse quase impossível – queixa de boa parte dos hoteleiros.

De acordo com Angela Nalwa, líder de transformação de RH da Grant Thornton, o custo da rotatividade está aumentando e é composto pelo tempo de aquisição e contratação, além de treinamento de habilidades e capacitação. “Pode levar até dois meses até que o colaborador seja proficiente”. Assim, sugere que líderes de hospitalidade se concentrem em três estratégias de atração e retenção de talentos: desenvolvimento e treinamento de carreira; remuneração e recompensas; e percepção dos funcionários sobre a organização – valores e cultura.

Esse assunto foi amplamente discutido na matéria “Onde estão os colaboradores”, na nossa revista de número 422. Nesta edição, perguntamos a oito profissionais do setor se a carga horária da hotelaria e a falta de um plano de carreira seriam os principais motivadores da escassez de mão de obra atual, e quais mudanças os empresários poderiam adotar para solucionar o problema.

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