Edição 423ESGNotíciasRevistas
Agenda ESG: GOVERNANCE

Pilar trata sobre o engajamento da alta gestão na organização, de princípios e processos

As agendas ambiental e social certamente são as mais difundidas pelas empresas quando o assunto é ESG. Já a que trata da governança corporativa é frequentemente pouco compreendida, apesar do seu papel primordial para viabilizar a gestão dos outros dois pilares. Apenas essa vertente é capaz de fazer a integração de uma jornada ESG de sucesso, uma vez que qualquer decisão só avança com o engajamento genuíno da alta gestão da companhia.

Segundo definição do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), “a governança define o modo como a organização vai exercer o seu propósito, determina e atribui os papéis e responsabilidades dos conselhos de administração e da diretoria executiva, e considera o engajamento com as partes interessadas (stakeholders). É esse sistema que garante a existência de processos e mecanismos adequados de gestão para os principais riscos e oportunidades relacionados aos aspectos que afetam e são afetados pela organização”.

Além disso, promove o comportamento ético e o alinhamento de interesses entre os stakeholders, além de viabilizar o direcionamento e o planejamento estratégicos, gerenciar os riscos e as oportunidades e determinar o processo decisório. “Ela trata das regras e das práticas de administração a partir da relação entre os sócios e, destes, com a operação do dia a dia dos negócios. A partir de uma relação societária equilibrada, espera-se que a administração e a operação da empresa atuem alinhadas com as competências e sistemas de controle adequados na busca de objetivos corporativos claros”, explica Luiz Marcatti, sócio e presidente da MESA Corporate Governance.

O executivo afirma que as boas práticas de governança corporativa proporcionam para empresas, sócios e executivos um ambiente regrado de funcionamento dos diferentes ambientes de decisão, começando pelas normas entre sócios – que disciplinam o uso de poder e definem o que faz ou não sentido na relação e na atuação desses parceiros, permeando todo quadro executivo por consequência. “Elas também criam ambientes de discussões e deliberações sobre temas relevantes, estratégicos, provocando uma visão de longo prazo, além de estruturados sistemas de monitoramento de performance e riscos corporativos”.

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