
Aberto na tarde desta quarta-feira (8), no Centro de Convenções de Goiânia (GO), o 61º. Conotel – Congresso Nacional de Hotéis, foi marcado pelo compromisso de interação entre medidas e soluções entre governo e iniciativa privada. O evento acontece simultaneamente à segunda edição da Equipotel regional e itinerante a cada ano, feira referência em hospitalidade na América Latina.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH nacional, Manoel Cardoso Linhares, exaltou o impacto que o Turismo exerce sobre os 52 diferentes setores ligados à atividade econômica e a sinergia mantida com as diretrizes do atual governo. Ao lembrar o rico patrimônio natural do País, Linhares reconheceu que ainda há um caminho a trilhar e que a acolhida dos interesses do trade hoteleiro no Conotel reforça a confiança no futuro. “Empreendedores, imprensa especializada, agentes e operadores do Turismo encontram no evento o fórum de debate para emitir e receber inspiração”. O dirigente convocou todos os atores da hotelaria e do turismo a não esmorecerem diante dos desafios e não deixou de comemorar a aproximação com o Ministério do Turismo que, de acordo com ele, criam as bases para “solidificar projetos que favoreçam o setor”.
Vanessa Pires Morales, presidente da ABIH-Goiás, salientou que a realização do Conotel, em conjunto com a Equipotel regional que projeta receber 3.500 visitantes e 50 expositores, fortalece negócios e, sobretudo, permite combinar soluções para a hotelaria e o Turismo. “A proposta de novas tecnologias presente no evento com a otimização de processos na atividade do hotel casa com o atual momento em que os empreendimentos da hospitalidade se reformatam”, acentua Morales. No seu entender, surgem hotéis com personalidade, inteligentes, design diferenciado e áreas comuns valorizadas. Os atrativos turísticos de Goiás também foram assinalados pela dirigente, a exemplo de circuitos de águas, turismo aventura, náutico, gastronomia, cidades históricas e localidades com apelo religioso ao visitante.
A queixa de que o Brasil recebe anualmente um número de turistas inferior ao Paraguai foi disparada por José Roberto Tadros, presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Em sua fala acentuou que o Turismo será o último reduto que sofrerá o ‘ataque’ da inteligência artificial. “Não seremos ceifados”, conclamou, ao relacionar que ainda não haverá substituto para o piloto do avião, o guia de turismo, alguns serviços essenciais da hotelaria que demandam relacionamento e satisfação do hóspede. Outro ponto assinalado0 por Tadros é a capacidade do Turismo de gerar emprego. Enquanto o Brasil não ultrapassa a marca anual de 7 milhões/ano, o Museu do Louvre, em Paris, atrai um público de 50 milhões a cada exercício. A manutenção do Sistema ‘S’ foi defendida com garra pelo dirigente, ao ressaltar que todos os serviços prestados em escolaridade, saúde, capacitação técnica entre outros demandam apenas recursos privados. “O Senac oferece cursos com 60% de gratuidade enquanto o Sesc privilegia alunos com 100% de isenção de custo”, asseverou ao desafiar se o governo absorveria outros benefícios como geração de emprego dos colaboradores diretos e um orçamento que hoje é extraído dos cofres das empresas privadas 1 mil reais/ano de cada empresa no âmbito do Senac e 700 reais ano de cada colaborador na rede Sesc.
O que diz o governo

Na tentativa de fazer ressonância à reivindicação dos representantes do trade do Turismo e hotelaria, o ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio assegurou que o modelo de gestão do novo governo dá autonomia aos Ministérios porque se afina com as regras da economia liberal. Reiterou a promessa de redução da burocracia e melhoria no ambiente de negócios no Brasil. Álvaro Antônio reconheceu que há muito por fazer no turismo nacional e confirmou que a pauta oficial apressa a decisão de transformar a Embratur de autarquia para o status de agência “que garanta a promoção do País no exterior de forma mais robusta”.
O ministro afirmou que o impacto de R$ 520 bilhões que o Turismo provoca na economia autoriza o esforço de manter fortalecidas as diretrizes para o desenvolvimento dessa atividade. A hotelaria, de acordo com o titular do Mintur, é fundamental porque representa uma oferta de 2,5 milhões de leitos e recebe avaliação de mais de 96% sobretudo dos hóspedes do exterior. E ainda considerou pesquisa que dá conta de que 98% dos visitantes voltariam a desembarcar no País por conta da hospitalidade.
O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado, considerou que o crescimento do turismo regional de 19,5%, em 2018 está relacionado a uma série de ações que prosseguem com reforço na segurança e implantação de políticas públicas. Citou a criação de novos atrativos como a Estrada Cora Coralina – referência à poetisa que nasceu e viveu em Goiás e indicou a atividade turística como fator de retenção das pessoas em cidades do interior, através da geração de emprego.
O Conotel e a Equipotel Regional tiveram início nesta quarta-feira (08/06) e acontecem até sexta-feira (10/06).

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