Virá Charme Resort (PR) se destaca por bangalôs e contato com a natureza

Negócio de família, o Virá Charme Resort, em Fernandes Pinheiro (PR), a cerca de 150 quilômetros de Curitiba, é uma das alternativas de hospedagem em meio à natureza e sem aglomerações na época da Covid-19. A unidade foi inaugurada como uma pequena pousada, em 1998, mas hoje conta com 38 acomodações entre bangalôs e chalés (no lago e em terra) – com distanciamento de 30 a 50 metros numa área de mais de 170 hectares. O hotel-destino fica na divisa com áreas de mata preservada, incluindo a Floresta Nacional de Irati e a Reserva Biológica das Araucárias.

“Meu pai é formado em agronomia e meu avô mexia com grãos. A ideia era utilizar o terreno para agropecuária e criação de peixes, mas durante visita a uma feira eles conheceram o segmento de turismo rural e pensaram em montar o hotel”, explica Marina Gryczynski, sócia-proprietária do Virá.

O empreendimento cresceu em estrutura nos últimos anos e teve que buscar um posicionamento que fizesse sentido no mercado. “Nossa marca teve evoluções e não nos encaixávamos na categoria de hotel e nem de pousada. Por isso colocamos a nomenclatura de resort, que sempre trouxe para nós a ideia de propriedade grande, mas esta também não era exatamente a proposta. Então agregamos o título de Charme Resort”.

Marina Gryczynski

O local é pet friendly e disponibiliza uma caminha box e potes para água e comida para os animais de estimação. Inclusive, o hotel tem como mascotes os gatos Addam e Zen, da raça Bengal, que foram adotados pelos proprietários. E o nome “Virá” é uma homenagem ao cervo que costuma ser visto na região.

Para quem gosta também do contato com os animais, o Virá reúne vários bichos. “Criamos peixes, galinhas e algumas vacas, mas também cavalos e pôneis”, ressalta Marina. E no lazer, as atividades incluem trilha, pesca, pedalinho, stand up padlle e cavalgada, além de um SPA L’Occitane para tratamentos de bem-estar como massagens e ofurôs. Em complemento tem as lareiras, banheiras de hidromassagem com vista para o lago, piscina aquecida e redes de descanso.

O Virá também se preocupa com a sustentabilidade e, atualmente, o consumo de energia do resort é quase 100% suprido por placas fotovoltaicas, que aproveitam a luz solar. As madeiras utilizadas nas construções e cercas são de reflorestamento e os resíduos orgânicos, como talos e folhas, são separados e utilizados como alimentos dos animais e destinados para compostagem.

Refúgio na natureza

Na pandemia, o resort teve um aumento na procura e passou a oferecer Farm Office (um nome diferente para o room office) e o Farm Schooling, para crianças com aulas online. “Agora operamos com 40% da capacidade de leitos e a demanda aumentou muito pela característica do produto, em meio à natureza e ao ar livre. O público tem sido, em grande parte, moradores de Curitiba, dividido entre casais e famílias com crianças”, diz Marina.

Os principais mercados emissores são o Paraná, Norte de Santa Catarina e Sul de São Paulo, mas a ideia é ampliar esse público. “Queremos entrar com mais força em outras regiões, e por isso estamos alinhando nossa estratégia para atrair novos consumidores”.

Com sistema de pensão completa, a oferta gastronômica tem como base os sabores regionais, mas também influências da comida polonesa, descendência da família dos donos do Virá. O local ainda possui horta própria e a ideia é aumentar o conceito “farm to table” com o cultivo de hortaliças mais exóticas a partir de 2021. “Nosso hotel é considerado um destino turístico e, por esse motivo, nos preocupamos em criar atrativos e oferecer uma alimentação completa na diária”, pontua Marina.

Fotos: Deise Bataglin

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