Valmor Henrique Romani

Uma trajetória de sucesso, marcada por muitas lutas e desafios. Assim é a história de Valmor Henrique Romani, atual presidente da Delav, empresa que oferece soluções para o segmento de lavanderias e cozinhas profissionais.

Nascido em 15 de março de 1947, no interior de Caxias do Sul, o filho do senhor Antonio e da dona Leonora, começou a trabalhar muito cedo. Com apenas nove anos, o menino recolhia serragem da serraria onde o pai trabalhava e um pouco mais tarde, com 13 anos, por sugestão do próprio pai, foi trabalhar na oficina mecânica da empresa.

Valmor deixou a casa dos pais pela primeira vez e aprendeu o oficio de mecânico. “Naquela época, a serralheria era itinerante. Onde havia pinheiro, a empresa se instalava. Não existia cidade naquela época, então nós trabalhávamos no meio do mato”, contou.

Na década de 60 começou uma nova fase da sua vida em Caxias do Sul, onde foi morar em busca de oportunidades. E conseguiu. Seu primeiro emprego foi na Madeireira De Zorzi, plainando madeira. Como não gostava do trabalho, ficou por lá apenas seis meses e pediu transferência para a Divebras, agência dos veículos da marca Willis, que pertencia ao Grupo De Zorzi, onde trabalhou por mecânico por alguns meses.

Passou ainda pelas empresas Auto Palácio, agência de veículos da General Motors, Dambroz, Wisintainer e Volkswagen, de Farroupilha. Nesse período, Romani morava em pensões na cidade e, como assalariado, teve diversas dificuldades financeiras.

Em 1973, por exemplo, quando trabalhou como representante da empresa paulista Sanart, vendendo autopeças no interior do Rio Grande do Sul, Valmor completava a renda vendendo pilhas de rádio. Foi em 1973 que travou contato com a Metalúrgica Weloze Ltda, onde começou a trabalhar como representante comercial e logo se tornou sócio, comprando a parte de um dos proprietários com economias de alguns anos.

A Welose comercializava principalmente peças para automóveis da indústria agrícola. Nesse período, além de vender, Romani passou a aprender sobre os processos de estamparia, repuxo de peças, matrizaria, entre outros.

Mas a empresa não permaneceu nas mãos do empresário por muito tempo. Com a sua venda, em 1979, ele passou a trabalhar novamente com vendas. “Aqui na nossa região as pessoas costumam empreender em alguma área e as coisas dão certo por tentativa e erro. Comigo não foi muito diferente”, revelou.

O contato com Amerigo Manzato, com quem construiu uma sólida amizade, tem importância fundamental na vida do empresário. Os dois passaram a viajar juntos para São Paulo quando participavam de feiras, buscando novas tecnologias e oportunidades de mercado para a produção em Caxias.

Em meados de 1987, o mesmo Amerigo Manzate fez uma proposta que mudaria a vida de Valmor. “Um amigo me chamou para abrir uma metalúrgica e foi assim que nós começamos”. Em 1987 a nova Weloze abriu as portas fornecendo itens estampados em aço para Freios Master e carcaças para motores elétricos, entre outros.

A empresa cresceu, mudou de bairro, aumentou a quantidade de produtos oferecidos, atravessou crises e, em 2001, mudou de estratégia e passou a produzir uma linha própria de produtos em aço inox. Agregando novas tecnologias a empresa ganhou prestígio nos anos 2000. Na mesma década, Romani comprou a parte de Manzato e se tornou proprietário de toda a Weloze.

A Divisão de Equipamentos de Lavanderia nasceu um pouco antes deste período. Em agosto de 2006, a Delav deixou de ser apenas uma divisão dentro da Metalúrgica Weloze, passando a atuar como empresa independente com maior capacidade produtiva. Em apenas dois anos já era sustentável e, em 2013, a Delav faturou R$ 13 milhões , mostrando sua força no mercado.

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