Último dia de Conotel reúne líderes do trade e destaca recuperação do setor

O Conotel 2020 encerrou sua programação nesta quinta-feira (29), discutindo sobre a adaptação dos setores de hotelaria, aviação e MICE ao “novo normal”, com mediação da vice-presidente da ABIH Nacional, Érika Drumond. Entre os convidados estavam Chieko Aoki, da Blue Tree, Patrick Mendes, da Accor, Eduardo Sanovicz, da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Claiton Armelin, da CVC Corp, Alexis Pagliarini, da Ampro (Associação de Marketing Promocional) e Toni Sando, da Unedestinos.

Chieko Aoki destacou os novos procedimentos adotados nos hotéis contra a Covid-19 e disse que eles serão mantidos até a chegada da vacina. A executiva destacou ainda que o Brasil tem a vantagem de ter um perfil acolhedor e isso ajuda no processo da hospitalidade.

Diante da crise econômica, a Blue Tree conseguiu administrar bem a questão financeira de seus hotéis. Aoki afirma que algumas unidades têm caixa para se manter até 2021. “No início da pandemia fomos muito conservadores em relação ao caixa e hoje já está tudo equacionado. Nós revimos a questão da sustentabilidade e da biossegurança nos hotéis e logo tivemos reconhecimento do mercado, que está em transformação”.

Já Patrick Mendes avaliou as dificuldades que a indústria hoteleira enfrenta, mesmo com a retomada das atividades. A Accor fechou 80% dos hotéis entre abril e junho e agora, no mês de outubro, a rede alcançou 90% das unidades reabertas. Contudo, o momento resulta em apenas 30% de ocupação média no Brasil. “Implementamos protocolos de segurança e higiene, e temos certeza de que hoje se hospedar em um hotel é mais seguro do que muitas outras atividades, como sair para fazer compras”, argumenta.

Sobre o trabalho das companhias aéreas, Eduardo Sanovicz mostrou um panorama geral do segmento, desde o começo da pandemia até o retorno gradual. “Estávamos com apenas 8% da malha aérea no ar no começo da pandemia. Hoje já temos 52% e vamos fechar com 60% da malha em novembro. A expectativa é chegar em dezembro batendo os 70%”.

Sanovicz recomendou que agora é necessário focar completamente no turismo doméstico.  “As viagens de lazer se sustentam por pessoas que viajavam ao Exterior e agora estão conhecendo o Brasil. O País tem produtos, serviços e qualidade comprovada para disputar, hospedar e encantar este público, cobrando em real”.

Por sua vez, Claiton Armelin, diretor executivo de Produto Terrestre Nacional da CVC Corp, falou sobre as ações que a operadora realizou durante o avanço da pandemia e das paralisações dos segmentos. Agora na retomada, as vendas obtêm resultados satisfatórios. Em setembro, a comercialização da área de lazer chegou a 65% do volume registrado em 2019.

Armelin chamou atenção ainda para a alta demanda dos viajantes em realizar viagens de proximidade e disse que a empresa já está se preparando para trabalhar com viagens nacionais mais longas. “Estamos investindo em roteiros nos quais os clientes passam cinco ou seis dias no destino. São estes orçamentos que estão crescendo muito em nossas 1,2 mil lojas e nas agências”.

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