Três perguntas para Luciane Leite, da WTM LA

Fluente em alemão, inglês, espanhol e francês, Luciane Leite começou a sua formação na Faculdade de Turismo da Bahia e passou 10 anos como “cabeça” da SPTuris. Antes, atuou como diretora de Relações Internacionais da Bahiatursa e superintendente de Turismo da Secretaria de Cultura e Turismo do Estado da Bahia. Hoje ela é diretora da WTM Latin America.

O que a WTM Latin America terá de diferente em 2020 e como o setor de hotelaria estará presente?

A cada edição nos empenhamos para trazer novidades, tendências e facilidades para nossos expositores e público participante. Neste ano, a América Latina será “sentida” em todo o pavilhão e fora dele de forma mais intensa, especialmente nas ações de capacitações do WTM Live, que acontecem fora do horário de funcionamento do pavilhão, ou seja, café da manhã, jantares, treinamentos e capacitações, entre outras atividades. A responsabilidade social terá destaque com o anúncio do primeiro Prêmio de Turismo Responsável e haverá uma parceria com a Câmara de Turismo LGBT. Do ponto de vista da hotelaria temos grandes marcas nacionais e internacionais já confirmadas, como Wyndham, GJP, Othon Hotéis, AM Resorts, Iberostar, Meliá International Hotels, Collection Hotels & Resorts (Hotel Luzeiros), Hilton, entre outros. O interessante é que temos desde grandes redes como também hotéis independentes participando dessa edição. Dentro do pacote de novidades, vamos manter os programas inéditos na edição 2019 que tiveram uma aceitação excelente do mercado, como o Women in Travel, que oferece mentoria para mulheres que desejam empreender no Turismo, e o Travel Forward, que traz os insights de tecnologia para a nossa indústria.

Qual é a melhor estratégia para promover mais negócios em feiras de Turismo?
As feiras continuam sendo uma importante ferramenta de networking, e as relações pessoais (o face to face) seguem sendo diferenciais para geração de negócios, proposição de parcerias, aproximação de valores e geração de confiança mútua. Acredito que, mesmo com as tecnologias disponíveis, as feiras seguem em um ritmo de crescimento positivo. E vemos isso inclusive na vontade das pessoas em visitarem o evento. A WTM Latin America 2019 é um indicador desse interesse; tivemos recorde de participantes com mais de 19 mil pessoas nos três dias de evento. As grandes feiras e eventos já estão com um mindset diferenciado e entendem que, além da geração de networking, é preciso promover conteúdo. As pessoas buscam cada vez mais o contato direto e físico como uma extensão do que constroem no virtual, e as feiras permitem isso. A junção de experiências, conteúdo e networking é uma fórmula cada vez mais buscada no mercado.

Como você analisa as atuais políticas públicas de promoção do Brasil no turismo interno e externo?
Sabemos o quão importante a atividade turística é para o País e o crescimento exponencial que temos enquanto mercado internacional. Desde o último ano, temos visto um empenho positivo do Ministério do Turismo em promover o Brasil para aumentar a recepção de turistas estrangeiros; e teremos a presença do MTur com uma grande representatividade no pavilhão. A ascensão da Embratur como agência trouxe mais autonomia ao órgão e representatividade à indústria, o que também reflete o momento positivo da atividade no país. A WTM Latin America segue no propósito de conectar a América Latina com o mundo e trazer o mundo para a América Latina.

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