Três perguntas para Antonio Baez, diretor de Operações EUA da Meliá

A Meliá Hotels International acaba de realizar uma mudança importante em seu time. Antonio Baez, diretor de Operações da rede nos Estados Unidos, assume também agora a gerência dos hotéis Meliá Orlando e INNSiDE Nova York. O espanhol tem quase 20 anos de empresa e assume o novo desafio com atenção para o mercado brasileiro, que é um dos principais emissores de hóspedes, principalmente para o hotel da Flórida, que fica próximo ao Walt Disney World e outros atrativos do destino.

Em entrevista para a Hotelnews, o executivo comentou sobre as metas na nova função e mudanças com o período de pandemia, que exigem processos mais tecnológicos e protocolos rigorosos de segurança e higienização. Um dos principais empecilhos, segundo Baez, é lidar com a insegurança do cliente em sair de casa no momento de pandemia.

Confira a entrevista abaixo:

Hotelnews: Você passou a acumular o cargo de diretor de Operações com a gerência de dois hotéis. Como foi a sua trajetória até chegar a este momento?

Antonio Baez: Entrei na Meliá há 19 anos e, ao longo desse período, atuei no corporativo e também em divisões regionais, operações, finanças e diferentes hotéis, viajando para conhecer unidades da rede na Ásia, Américas e Europa com o objetivo de entender melhor o portfólio e aperfeiçoar o meu desempenho.

Antes da hotelaria trabalhei numa empresa de informática e também na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, como professor de espanhol. Há dois meses mudei de Orlando para Miami, e considero esta uma oportunidade de crescimento na empresa, que é fruto de uma confiança que construímos juntos.

HN: De que maneira a Covid-19 impactou a rede?

AB: O coronavírus fez com que todos os valores antigos do setor se tornassem inúteis e as prioridades mudaram. A recuperação da hotelaria vai demorar bastante tempo, pois não chegaremos aos níveis do ano passado até 2022, e acredito que o nosso principal concorrente não são as outras redes, mas sim o medo de viajar do hóspede. A maioria dos clientes tem permanecido nas suas casas pela falta de confiança em relação à pandemia.

Para dar mais confiança ao público, preparamos um selo dentro do programa global Stay Safe With Meliá, em parceria com o Bureau Veritas, e realizamos ações junto ao departamento de Recursos Humanos e outras áreas com foco na nova experiência gerada pela Covid-19.

HN: Quais são as suas principais metas na Meliá e como vocês pretendem atrair mais brasileiros?

AB: Além de realizar uma boa direção de Operações, desejamos revolucionar os departamentos digitais, tornando a experiência cada vez mais moderna e digitalizada. A hotelaria é uma indústria que, apesar de ser feita por pessoas, não se revolucionou ainda na questão da tecnologia. Vamos implantar novidades que incluirão desde o check-in e check-out até a recepção de grupos, por exemplo.

Nossa expectativa é fazer história na Meliá dentro dos Estados Unidos, mesmo sendo complicado, em razão da concorrência com grandes grupos. A estratégia envolve principalmente um serviço único, de qualidade e com os elementos tradicionais da rede.

Sobre o Brasil, este mercado representa 5% dos hóspedes no nosso hotel de Orlando – que fica a 7 minutos do Magic Kingdom. Para agradar a este público vamos personalizar ainda mais a experiência também através de elementos da gastronomia, incluindo refeições e bebidas que remetam ao País.

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