Tendências 360º termina hoje abordando inovação do entretenimento na pandemia

Em meio aos impactos da indústria do entretenimento durante a pandemia, o setor usou a inovação e os meios digitais para continuar levando conteúdo ao público. No último dia do evento online Tendências 360º, o painel “Entreter” reuniu o profissional Alex Anastasiou, fundador da Visual Farm; Franklin Costa, co-fundador da ØCLB e  Marcelo Flores, fundador da Bussiness Land.

“Estamos passando por uma mudança na nossa cultura, principalmente, nas técnicas associadas às habilidades socioemocionais que estão contagiando todas as pessoas envolvidas nos negócios de entretenimento. Agora, passamos a fazer todas as atividades em casa e todo o processo relacionado à criatividade e planejamento passaram a ficar mais exigentes”, destaca Marcelo Flores.

A partir da aceleração da cultura digital, o profissional citou cinco tendências dentro do entretenimento que já estão acontecendo, como os eventos híbridos que mesclam o formato presencial e online, os banco de dados que serão essenciais para traçar uma nova jornada do cliente e entender os novos nichos de público que serão cada vez mais personalizados e intimistas, os conteúdos que tenham conexões emocionais, protocolos de segurança e, por último, a mistura de gerações, em que o setor terá que reavaliá-las e entender como está sendo o processo de interação e compartilhamento entre elas.  

Marcelo afirma que o setor terá que se adaptar às normas de segurança para não só implementar projetos, mas também criar novos formatos de entretenimento com base nos protocolos, como já está acontecendo com o cinema e shows drive-in, por exemplo.

Por sua vez, Franklin Costa afirma que a indústria não parou, mas mudou de meio e se intensificou durante a pandemia. O profissional mostrou-se positivo diante das novas oportunidades que estão surgindo no segmento. “Estamos vivendo em um jogo de tabuleiro. Estávamos em grupo, deu um apagão e quando retornar vamos ver um cenário diferente da indústria com uma nova composição”, explicou.

Franklin também falou das fases que o setor está passando durante a pandemia. “A primeira onda foram as lives dos artistas, agora estamos vivendo a fase do drive-in e, em breve, chegarão outras fases”, comenta.

Em sua apresentação, Alex Anastasiou destacou os projetos que estão acontecendo, destacando os que estão sendo realizados nos espaços públicos. “O espaço publico é possível de ser ocupado. Nós trabalhamos com eventos nesse formato e a nossa área tornou-se praticamente ilegal por causa das restrições, mas nós nos preparamos bem para a chegada da Covid-19 e criamos alguns produtos públicos no estilo drive-in, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte”, comenta.

Ao longo da discussão, Franklin também comentou sobre a situação difícil do mercado de eventos, principalmente para algumas empresas que não têm fluxo de caixa e não tem apoio estatal para dar continuidade as suas atividades durante a pandemia.

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