Tendências 360º: quarentena muda comportamentos e formas de consumo

Com a pandemia de coronavírus, boa parte da população se mantém confinada desde março no Brasil, em trabalho de home office e tendo que conviver mais com a própria personalidade. E essa mudança repentina transformou a maneira de pensar e agir da maioria das pessoas. No painel “Cuidar-se”, do evento Tendências 360º,  especialistas discutiram este novo momento, que afeta o mundo inteiro.

“O isolamento nos expôs a nós mesmos de uma forma muito intensa, em processo de autoconhecimento. Nos deram máscaras físicas, mas no fundo nos tiraram muitas máscaras. Estamos despidos da camuflagem que usávamos para nos integrar com o mundo externo e restou nos integrar a nós mesmos. Nessa convivência de maneira diferente começamos a rever e ressignificar o lugar que desejamos ocupar no mundo”, explica a psicóloga e consultora de imagem Denise Tavares.

“Todos estão passando por reorganizações, em menor ou maior intensidade, repensando a ditadura do ‘ter que’ fazer determinada coisa, substituindo-a pelo que precisamos individualmente”, completa a sócia-fundadora da Verte Consulting, Andréa Lomando.

“Quando falamos de imagem trata-se de percepção. É como eu interajo com o mundo a partir dessa visão e sensação que eu tenho. Se a minha imagem permanecer a mesma de antes eu não vou me reconhecer mais. Temos agora a tendência de eliminar excessos na busca apenas pelo essencial. Nos olhamos de um jeito mais verdadeiro e somos obrigados a conviver com nós mesmos de uma maneira diferente”, ressalta Denise.

A vontade de cuidar de si mesmo fez com que crescesse a venda de produtos de ginástica e beleza. Outro ponto é a busca por um “morar melhor”, com melhorias dentro de casa, para se conseguir integrar as mudanças da pandemia de forma mais saudável.

E as marcas também devem se adaptar a essa realidade, principalmente pelo seu posicionamento sobre as causas efervescentes da sociedade. Os consumidores estão mais atentos em relação a esses posicionamentos e com o poder de “cancelar” as empresas que não se comportarem de maneira coerente, ainda mais agora com os ânimos mais exaltados. “Ou você se posiciona ou sua marca vai acabar. E tem a questão da representatividade, pois se eu não me vejo nela, eu não compro”, afirma a designer de moda Suelen Matos.

Deixe uma resposta