Resorts atingem ocupação máxima no feriado e melhoram índices durante a semana

O último feriado do dia 7 de setembro foi um respiro para a hotelaria nacional, que desde março enfrenta uma das piores crises da história em razão da pandemia de Covid-19. A Hotelnews conversou com hoteleiros de todo o Brasil para saber mais sobre os indicadores e como o setor está reagindo com a flexibilização da quarentena nos destinos. Os resorts atingiram 100% da ocupação máxima permitida, mas têm ainda como desafio melhorar os índices durante a semana, que têm crescido gradativamente.

O Sofitel Jequitimar Guarujá, no litoral de São Paulo, retomou suas atividades no início de agosto e atua hoje com 60% da capacidade total de 301 quartos. Segundo o gerente geral, João Carlos Pollak, o hotel foi bastante procurado. “Neste feriado tivemos uma boa ocupação, na casa dos dois dígitos e dentro dos limites permitidos para manter a segurança de todos”.

Já no interior paulista, o Hotel & Golf Clube dos 500, em Guaratinguetá, teve ocupação considerável no último feriado. “O resort dispõe de 74 quartos e atualmente respeita o teto máximo de ocupação de 60%. No feriado conseguimos chegar a 50%, respeitando as regras estabelecidas pelos órgãos municipais”, comenta Jeferson Munhoz, diretor de Vendas, Marketing e Distribuição da HotelCare, que passou a administrar recentemente a unidade.

Na serra fluminense, o complexo Le Canton, em Teresópolis, opera no momento com 70% dos 261 quartos e já observa bons números nas últimas semanas. “No feriado de 7 de setembro tivemos 100% da ocupação permitida. Esse número tem se repetido também nos finais de semana, com ocupação total dos quartos. E durante a semana, registramos 70%”, afirma a diretora geral do Le Canton, Mônica Paixão.

No Nordeste, o Grupo Amarante, que possui três resorts em Alagoas, reabriu todos eles com 50% da capacidade total, que correspondem a 151 unidades habitacionais no Salinas Maragogi, 72 UHs no Salinas Maceió e 115 UHs no Japaratinga Lounge Resort.

“Dentro do número de quartos disponibilizados, tivemos 100% de ocupação nos três resorts considerando o último feriado”, diz Igor Castelo, gerente de Revenue Management do Grupo Amarante. “Em média, os finais de semana têm entre 90 e 95% de ocupação. E durante a semana esse número cai para 80% a 85%”. O Grupo Amarante ressalta que não houve decreto limitando a ocupação dos hotéis, mas foi limitada a disponibilidade para garantir a segurança dos hóspedes durante a estadia, evitando aglomerações.

E na serra gaúcha, o Wish Serrano, da GJP Hotels & Resorts em Gramado, opera com 50% dos 272 apartamentos, obedecendo ao decreto municipal vigente. Assim como outros hotéis, conseguiu ocupação total no 7 de setembro. “Aos finais de semana ficamos em torno de 45% de ocupação (90% da capacidade permitida) e durante a semana temos índices entre 20% e 30% (45 a 50% da capacidade permitida)”, informa o CEO da GJP, Fabio Godinho.

No Sofitel Guarujá, a procura é menor nos dias úteis. “Vemos uma ocupação maior aos finais de semana e feriados. A maior parte de nossos clientes são de São Paulo capital e interior, mas temos notado uma alta na busca do hotel por regiões como Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso”, diz Pollak.

Durante a semana, o Clube dos 500 ainda consegue captar alguns clientes corporativos de empresas da região. “Estamos recuperando a nossa performance, pois até agosto a região estava em fase laranja e, além de boa parte dos apartamentos, as piscinas e área fitness deveriam permanecer fechados. Isso infelizmente não atraiu tantos hóspedes. Mas após a liberação para a fase amarela, em setembro, começamos a reagir no feriado e finais de semana. Nossa previsão é trabalhar com média de 40 a 50% de ocupação”, pontua Munhoz.

Sofitel Jequitimar Guarujá

De acordo com o CEO da GJP, as viagens de carro são as grandes protagonistas hoje do setor de viagens. “Agora temos uma nova realidade com dois cenários: no pré-pandemia e agora durante a retomada. Os voos que conectam o Brasil ainda não estão 100% disponíveis, portanto o público regional é muito forte nesse momento. Ou seja, aqueles que vêm de um raio de até 600 quilômetros”, avalia Godinho. “Acreditamos que essa procura reflete o desejo das pessoas em viajar e sair um pouco de casa, buscando destinos que possam ser percorridos de carro e próximos à natureza”, finaliza Pollak.

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