Quantas dúvidas…..

Por Hotelaria sem Nome

Nunca foi tão difícil escrever um texto. Nós, que criticamos os profetas pandêmicos que nos últimos tempos fizeram previsões macabras de todos os tipos, nos deparamos com uma imensa dificuldade: do que vamos falar?
Mais que pesado! Estamos todos impactados, mal-humorados, tristes e à espera da vacina. Como nossa área sofreu. Como foi desesperador fechar nossos hotéis, reconsiderar estrutura e pessoas.

Vamos ser sinceros, muito se falou. Coisas boas, coisas ruins, besteiras, estórias. É claro que existem algumas alternativas, ideias e tendências. Temos que estudar e testar no mesmo espírito de uma startup.

Discutimos bastante quais temas deveríamos dissertar aqui. Pensamos em abordar algumas destas possíveis novas funcionalidades para um hotel. Não fomos unânimes pela primeira vez. É difícil reinventar a hotelaria, principalmente os empreendimentos existentes. Talvez para os que estão em construção seja viável.

Sabemos bem do que nosso negócio precisa e de onde vem realmente os resultados: viagens e hóspedes. Esta sempre será nossa atividade primária, concorda? É daí que vem a margem. Existem exceções, mas pela América do Sul não são muitas.

Mais e aí? E aí que vamos nos concentrando no principal. Não queremos entrar no novo normal (leia o nosso texto publicado na edição anterior).
As viagens corporativas e os eventos para o resto de 2020 serão mínimos. Luz vermelha nas grandes cidades.

Viagens de lazer (nacionais) vão existir e vão crescer para o resto do ano, mas nada que encha um hotel 30 dias no mês (mesmo em cidades turísticas).

Gringos? Alguns virão para o verão. Nem todo mundo está no risco ou com receio da Covid. A fronteira está aberta sem muitas restrições.
Verão 2021 vai ter! Tem todo ano! A demanda será um pouco menor e é certo que as pessoas comprarão de última hora por indecisão.
No aéreo, os preços já estão e ficarão ainda mais caros. Dólar, demanda, oferta.

O carro será protagonista nas viagens. Os drive-ins estão bombando.
Já o ônibus é uma incógnita porque não tem o mesmo sistema de ar-condicionado do avião. Mas, se não tem carro e o voo está caro, vai ser a alternativa.

O volume de negócios de 2021 no Brasil deve se aproximar do alcançado em 2018. Por quê? Como 2019 foi muito bom e 2017 muito ruim, ficamos no meio. A previsão do PIB é favorável.

E os preços? Seja esperto. Estude! Tenha métodos. Você viveu o Brasil pós-copa, pós-olimpíadas, pós-Dilma, pós-Bolsonaro. Até hoje não aprendeu?
Negociações corporativas fazem sentido com garantia de volume. É muito improvável alguma empresa se comprometer com isso.

Promoções são bem-vindas? Depende do destino, do contexto e do segmento. Em geral, não irá gerar demanda adicional e você terá desvio de receita.

Via de regra, agregue valor ao seu produto antes de diminuir preço. Conceda benefícios, seja flexível e se coloque como cliente/hóspede.
Protocolos de higiene são necessários, mas lembre-se que hotel não é hospital.

Internet: sua conexão é ruim? O link é residencial? Cai toda hora? Pode mudar de ramo. Não existe mais espaço para este nível de amadorismo.
E os custos? Talvez o tema mais difícil com a receita e o caixa quase zerados. Linhas de crédito, medidas governamentais, reestruturação. Tente de tudo!

Felizmente, parece que o pior já passou. Seja firme. Está acabando!


Hotelaria sem Nome: um grupo de jovens hoteleiros que produzem conteúdo imparcial sob diversos pontos de vista.


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