Qual será o futuro dos hotéis após a Covid-19?

Por Alexandre Sampaio

O novo coronavírus (Covid-19) nos trouxe para uma realidade que não poderíamos sequer imaginar. Com a pandemia alastrada em território brasileiro, tornou-se necessário implementar medidas preventivas para diminuir a propagação do vírus. Entre elas, o isolamento social e o fechamento de serviços não essenciais entraram no radar do país para minimizar a transmissão.

Já é de conhecimento público que o turismo é um dos setores mais afetados neste meio, levando em consideração que é um segmento que precisa da movimentação de pessoas para se manter ativo. Calcula-se que houve uma perda de mais de R$ 14 bilhões desde o início da crise, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

A grande questão, neste momento, é a forma que iremos reerguer o setor. Representamos, em 2019, 8,1% do PIB Brasil, ou seja, somos responsáveis por boa parte da movimentação econômica do país. Para que voltemos a contribuir significativamente, precisamos nos habituar ao que virá futuramente.

Com isso, é válido dizer: o mundo já não é igual ao que conhecíamos antes da pandemia. A partir de agora, teremos que nos adaptar a uma nova versão da nossa antiga vida, visto que este inimigo que enfrentamos ainda é desconhecido e, para piorar, invisível.

Logo, teremos que criar novos hábitos até que consigamos controlar a Covid-19. Mas qual será o futuro dos hotéis após a pandemia?A hotelaria, sem dúvidas, continuará seguindo os novos protocolos de higienização para garantir um ambiente limpo e sem possíveis agentes transmissores do coronavírus.

É possível, em um futuro não tão distante, que tenhamos uma diminuição de contato entre hóspedes e funcionários. Para tanto, a tecnologia será uma grande aliada para encontrarmos meios capazes de atingir essa expectativa. Além disso, podemos imaginar a redução de circulação em áreas comuns até que toda a situação esteja 100% controlada.

Outro fator passível de mudança é o café da manhã disponibilizado nas redes hoteleiras. O famoso serviço self-serfice pode ser readaptado para que não haja risco de novas contaminações.

Estamos trabalhando, cada vez mais, para que consigamos abrir as portas dos nossos hotéis – juntamente com os bares e restaurantes – para que, quando a pandemia for controlada, possamos voltar a oferecer o mesmo serviço de qualidade, mas com cuidados extras.


Alexandre Sampaio é presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)