Para o alto e avante

Por Hotelaria sem Nome

Já falamos que o novo normal nada mais é do que a aceleração de tendências e realidades instaladas. Como sociedade (e mercado) temos dificuldade de mudar. O momento atual força essa transformação para permanecermos vivos. Os negócios hoteleiros sofreram revezes impressionantes – ainda sentem – mas, a realidade de abril a junho não é mais a mesma. O que mudou e como olhar para o futuro?

  • O que passou, passou. Dados estatísticos de 2019 nunca importaram tão pouco. O hotel precisa parar de olhar para o próprio umbigo (dados internos) e voltar-se para o mercado. Que outros dados existem e estão disponíveis para compra? É fundamental adiantar-se à demanda e avaliar as oportunidades por meio de dados concretos
  • As ocupações estão voltando. Sim, mas apenas para hotéis que estão atuando de maneira estratégica. A pergunta é: como é essa ocupação? A proporção que cada segmento – individual (negócios corporativos e lazer), grupos e tripulações – tinha na ocupação total não é a mesma e não é por que o lazer está reagindo primeiro que isso será o “novo normal”. Com o alto nível de desemprego no País, a lenta retomada econômica, a fraca abertura de fronteiras, com menos renda disponível e menos tempo de férias (para quem foi afastado, demitido etc) o lazer não sustentará o mercado sozinho. É um importante alento momentâneo, mas não será eterno. Prepare-se e atue em todos os segmentos.
  • Um olho na venda. Nosso mundo é online. Esqueça reservas apenas por telefone e email, e não caia na cilada de ficar dependente de um só distribuidor. Adquira um motor de reservas e contrate um Channel Manager, se ainda não tem. É um investimento que vale a pena. Conecte-se com o máximo de canais possíveis para ter maior capilaridade de distribuição. O custo para isso existe e vai subir, sim, mas é melhor do que quarto vazio.
  • E outro no pagamento. Quando os negócios entram, a memória encurta. Já esqueceu que seu problema de fluxo de caixa é devido ao faturamento? Deixemos 1980 para trás. Você só trabalha com reserva por telefone, email e fax? Espero que não! Passe a atuar com cartões virtuais e pagamento direto, e alinhe os recebíveis com a emissão de nota fiscal para não ter retrabalho e mais custos operacionais. Essa é uma força que você como gestor ou dono de hotel tem que fazer em seu mercado.
  • Limpeza e segurança. Invista em uma auditoria que garanta que seu hotel é seguro e aplique as normas. As propriedades seguras estão recebendo muito mais reservas das que não são. E lembre dos Romanos: “à mulher de César não basta ser honesta, ela tem que parecer honesta”. Mostre em todos os canais, diretos ou indiretos, que seu hotel é limpo e seguro. Quando o hóspede chegar, demonstre com ações e informações que ele optou pelo local certo.

Foi um momento de escolhas difíceis, corte de custos e de tornar a operação o mais eficiente possível. Mantenha o foco em custos, mas olhe para o futuro. Sem ações práticas, mudanças de direção e investimento nos lugares certos não há futuro. Reinvente-se ou morra. Isso vai passar, mas só pra quem souber viver no e do futuro


Hotelaria sem Nome: um grupo de jovens hoteleiros que produzem conteúdo imparcial sob diversos pontos de vista


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