Os novos rumos da hotelaria brasileira

A pandemia causada pelo Covid-19 impôs ao mundo uma realidade inédita, delineada por crises sanitária e econômica sem precedentes. Enquanto não há uma vacina contra o vírus e nem um horizonte para o fim desse período histórico, a sociedade adapta-se ao ‘novo mundo’.

As perdas econômicas provocadas pelo isolamento social, fechamentos de fronteiras e paralisações de parte da indústria e comércio não param de crescer e ganham dimensões gigantescas. Os setores de viagem e de hotelaria foram os mais impactados pela pandemia, constatam as principais entidades representativas desses setores.

No fim de abril, a pesquisa Oferta de Disponibilidade Hoteleira, realizada pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) com 872 hotéis de todo o País, mostrou que 68% deles estão de portas fechadas devido ao avanço do novo coronavírus. A previsão é de que 37% retomem as operações em junho.

O presidente do FOHB, Orlando de Souza, diz que a pesquisa é um retrato da situação dramática desse segmento e avalia que o impacto da crise tem sido brutal. “Na melhor das hipóteses, a hotelaria brasileira irá fechar o ano de 2020 com uma taxa média de ocupação em torno de 30%, o que, por si só, já representa um perfeito desastre”.

Ele alerta, porém, que a crise está só no princípio. “Estamos entrando no nevoeiro. Se nada for feito, o período mais duro chegará em outubro e novembro. Nosso objetivo agora é viabilizar linhas de crédito junto ao governo federal para manter as empresas vivas e salvar o máximo possível de empregos do setor”, prioriza.

A hotelaria brasileira, que vivenciava um período de retomada, com crescimento tanto na taxa de ocupação quanto na diária média, emprega, de forma direta, 380 mil pessoas. Somado a ocupações indiretas, gera 1,3 milhão de vagas. Embora não existam dados oficiais, Orlando calcula que 30% delas já tenham sido liquidadas pela crise.

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