Operadoras de turismo têm sinais positivos, segundo Braztoa

A Braztoa acaba de divulgar um panorama inédito com dados do primeiro semestre das operadoras, em parceria com o Laboratório de Estudos em Sustentabilidade e Turismo da Universidade de Brasília (LETS/UnB). As associadas, que representam cerca de 90% das viagens de lazer comercializadas no Brasil, tiveram sinais positivos, mas cautelosos.

A maior parte (69%) realizou vendas em junho, o que mostra que a comercialização alcançou 15% mais empresas que no mês de maio, quando este patamar estava em 60%. Este número é importante, pois culmina no momento em que 25% das operadoras abriram seus escritórios físicos e também reflete o aquecimento gradativo que está chegando a essas empresas, desde maio, à medida que os consumidores começam a sentir mais segurança para viajar, devido aos protocolos e reabertura de alguns destinos.

Para que o atual cenário do setor seja refletido com clareza, alguns dados precisam ser conectados. Exemplo disso é a correlação entre o número maior de operadoras que estão com suas vendas ativas e o volume dessas comercializações.

Para a maior parte das associadas Braztoa (72%), essas vendas, apesar de serem importantes, representam somente até 10% do que foi vendido no mesmo período de 2019. Ao levar em conta o faturamento dessas empresas no ano passado (R$ 15,1 bilhões), estima-se que as operadoras de turismo deixaram de faturar R$ 4,5 bilhões, nos quatro meses da pandemia.

“Os dados de junho apontam para uma leve melhoria na visão das operadoras. Nota-se uma parcela crescente de empresas que realizaram vendas. Chama atenção uma sensação geral de melhora ou semelhança em relação ao mês anterior. Em tempos tão turbulentos, é valiosa a percepção dos empresários de que não houve piora”, comenta Helena Costa, líder do Laboratório de Estudos de Turismo e Sustentabilidade da UNB.

As vendas de roteiros para embarques em julho tiveram um crescimento repentino e alcançaram 77% das operadoras, saindo do terceiro lugar no ranking de procuras para o topo da lista. Em abril, as vendas para esse período alcançaram apenas 24% das empresas.

Acredita-se que o home office aliado à suspensão das aulas presenciais, e também ao desejo reprimido de viajar e mudar os ares, tenha contribuído para esse inesperado número. Já as comercializações cujos embarques acontecerão entre agosto e dezembro de 2020 alcançaram 60% das operadoras, e as vendas de viagens que serão realizadas em 2021, 62% das empresas.

Cancelamentos e reembolsos

Os pedidos de cancelamento fizeram parte do cotidiano de 88% das empresas consultadas. A diminuição desses pedidos foi apontada por quase metade das empresas (44%), uma mudança que chama a atenção e indica o início de um novo caminho para esse tipo de solicitação, já que, em maio, apenas 26% disseram ter identificado uma queda nesse quesito.

Ainda 29% mantiveram essa demanda nos mesmos patamares do mês anterior e 15% registraram aumento. Estima-se que, desde o início da crise, os valores de reembolsos já ultrapassaram a marca de meio bilhão de reais.

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