Maksoud Plaza pede recuperação judicial e demite metade da equipe

O Maksoud Plaza e sua controladora, a Hidroservice Engenharia, ingressaram na última segunda-feira (21) com pedido de recuperação judicial, juntamente com outras duas empresas do grupo. Segundo comunicado, esta “é a única e eficiente alternativa para poder prosseguir com o processo para reerguer o hotel, iniciado pela atual gestão, em 2014”. O grande motivo para esse pedido é a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

A atual gestão afirma que estava conseguindo colocar o Maksoud novamente em “nível de excelência, com taxas de ocupação comparáveis com as redes internacionais, atraindo cada vez mais hóspedes e eventos”. No entanto, o hotel teve que ficar fechado pela primeira vez em seus quase 40 anos de história. Foram seis meses de fechamento, desde março, tendo sido possível a reabertura apenas no último dia 4/9. No entanto, a taxa de ocupação tem sido de apenas 5%, afetada pela paralisação das viagens corporativas.

Foto: Sébastien Abramin

“A cada mês, fechado ou aberto, o hotel custa, em manutenção e folha de pagamentos, R$ 1,5 milhão. Durante o período de fechamento usamos todos os nossos recursos para manter os empregos e os salários de nossa equipe e o edifício do Maksoud. Infelizmente, diante do cenário do turismo, tivemos que desligar no último dia 18/9 metade de nossa equipe de colaboradores”, informa o Maksoud.

A recuperação judicial, segundo o grupo, é a melhor maneira de honrar os compromissos com seus colaboradores e credores, enquanto a hotelaria e as receitas do hotel não voltam ao normal. Em paralelo, houve o lançamento do Room Office, serviço em que quartos de hotéis viram salas de escritório e locais de trabalho remoto.

Deixe uma resposta