Lactte 2011

Evento trouxe números atualizados do setor corporativo

A hotelaria comercial brasileira apresentou em 2010 um faturamento global estimado em R$ 12,48 bilhões e uma taxa média de ocupação em torno de 65,95%, em grande parte alimentada pelo segmento corporativo que, sozinho, gerou R$ 7,62 bilhões em receita para o setor. Os dados foram apresentados na abertura do 6º Encontro Latinoamericano de Viagens Corporativas e Tecnologia (Lactte), organizado em parceria pela Associação Brasileira dos Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (ABGev) e Global Business Travel Association (GBTA), dos Estados Unidos.

Os números integram a pesquisa IEVC (Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas), atualizado anualmente pela ABGev com apoio da Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas). A pesquisa é coordenada pelo economista e professor Hildemar Brasil, do Instituto da Hospitalidade, Lazer e Turismo (IEHLATUR), e analisa os gastos do corporativo com transporte aéreo, hospedagem e locação de automóveis, além de traçar projeções para a demanda futura. “A hotelaria é o segundo maior segmento do setor em volume de negócios e representa 35,92% na participação relativa das receitas operacionais totais entre os três segmentos analisados”, avalia o economista. Na primeira colocação está o transporte aéreo.

Somados os três segmentos, o corporativo movimentou em 2010 R$ 21,2 bilhões em negócios, 20,43% mais na comparação com 2009. Considerando o efeito multiplicador na economia brasileira, o estudo aponta um volume de negócios da ordem de R$ 40,09 bilhões. “É importante ressaltar que o setor de viagens corporativas, em menos de dois anos, retomou o ritmo de crescimento anterior ao período da crise econômica. Mesmo naquele período não deixamos de crescer, mas os dados do IEVC ratificam a plena ascensão do mercado” avalia a presidente da ABGev, Viviânne Martins.

A pesquisa do IEVC também analisou a distribuição dos gastos do governo federal com viagens corporativas nos últimos dois anos. O volume total, em 2010, foi de R$ 1, 69 bilhão, distribuído entre passagens aéreas (R$ 993.131,94) e diárias (R$ 701.252,44). Um dos objetivos comuns à ABGev e Abracorp é sensibilizar o governo acerca da relevância econômica do setor. A ABGev, segundo a presidente, está pleiteando um assento no Conselho Nacional de Turismo (CNT) para ganhar voz junto ao poder público.

A 6ª edição do Lactte foi promovida no Grand Hyatt São Paulo, na capital, e reuniu 653 profissionais – entre clientes e fornecedores – de oito nacionalidades. Além de uma área de exposições com os principais lançamentos para esse segmento – marcadamente do setor tecnológico – o evento apresentou sessões educacionais ministradas por 45 palestrantes. Para os fornecedores da hotelaria, particularmente, assuntos como os que trataram de estratégias de distribuição global e meios de pagamento eletrônico concentraram mais atenção e audiência. De acordo com Daniela Pereira, diretora geral do Staybridge Suites São Paulo o segundo tema, especialmente, terá prioridade este ano nas discussões do Comitê de Hotelaria da ABGev, do qual é uma das coordenadoras.

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