HotelInvest e FOHB divulgam estudo sobre o ritmo de recuperação dos hotéis

A HotelInvest, em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), elaborou o estudo “O Futuro dos Hotéis”, com objetivo de analisar o ritmo de recuperação dos hotéis urbanos em 14 Estados brasileiros até o mês de setembro. A pesquisa aponta o crescimento das ocupações em todo o Brasil, mas com velocidades e percentuais diferentes quando comparado com os dados no período da pré-pandemia. 

“Não há outro caminho que não o de recuperação do desempenho da hotelaria no Brasil. Na média, esperamos para a maior parte da hotelaria urbana no Brasil um 2021 com Revpar entre 60% e 80% sobre os valores alcançados em 2019, com destaque às cidades de pequeno e médio portes”, comenta o sócio-diretor da HotelInvest, Pedro Cypriano. 

A ocupação média é um dos fatores que retratam a recuperação no setor. Entre os mercados analisados, a média das cidades do interior saiu na frente, com 10% de ocupação acima das capitais. Rio de Janeiro se destacou com 48% da taxa de ocupação no interior e 38% na capital.

Entre as cidades indicadas, os principais indutores de demanda têm sido a cadeia produtiva de óleo e gás, empresas de pequeno e médio porte, com foco no público regional. Porém, as cidades de maior atividade econômica estão com boa recuperação, como São Paulo, que alcançou a média de 16% na capital e 25% no interior. 

Em relação à diária média de hotéis urbanos, as maiores quedas acontecem nas capitais do País, como -23% em Porto Alegre e -21% no Rio de Janeiro. No interior fluminense as diárias tiveram um aumento de 9%. Já São Paulo apresentou uma queda de 17% na capital e a Bahia foi o único Estado que conseguiu manter estabilidade na diária.

Dentre as oportunidades identificadas no estudo, encontram-se a retomada das viagens de lazer, o aumento nas reservas diretas e nítida preferência por destinos domésticos por conta das barreiras impostas por outros países e o dólar alto. A maior preocupação no mercado se dá na queda das tarifas, fragilidade no fluxo de caixa e cenário conservador para recuperação dos hotéis urbanos.

“O estudo em parceria com a HotelInvest é importante para se entender como está o setor desde o começo da pandemia e os impactos no futuro. A intensificação da queda das diárias pede extrema atenção dos hoteleiros. Em setembro, tivemos uma queda de 15% na diária média nas capitais das regiões Sul e Sudeste, por exemplo. O momento pede serenidade e cautela para tomar as melhores decisões”, destaca Orlando de Souza, presidente executivo do FOHB.

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