Hotelaria registrou aumento no Revpar e taxa de ocupação em 2019

O desempenho do mercado hoteleiro em 2019 foi positivo, com alta de 11,1% no Revpar, segundo a pesquisa “Hotelaria em Números 2020”, divulgada pela JLL. A taxa de ocupação teve crescimento de 2,2%, subindo de 58,9% em 2018 para 60,2% em 2019.

Este cenário contribuiu para o aumento do valor das diárias médias em 8,9%, garantindo maior margem de rentabilidade para os empreendimentos hoteleiros. Esse significativo crescimento do Revpar, impulsionado principalmente pelo desempenho das diárias, contribuiu para uma recuperação do Resultado Operacional (GOP), que subiu de 26% da Receita Total em 2018 para 31,4% no ano passado.

Para Ricardo Mader, managing director de Hotéis e Hospitalidade da JLL, os números mostraram a maturidade do mercado. “Um trabalho eficiente de Revenue Management, protegendo e privilegiando as diárias – ao invés de se tomar o caminho mais fácil, que é reduzi-las – resulta em margens mais elevadas, já que as diárias carregam menos custos variáveis”, explica.

O destaque positivo no mercado nacional é para as cidades de Porto Alegre, Salvador, Belo Horizonte e Manaus, que tiveram crescimento do Revpar de 25%. O desempenho nacional também foi alavancado pelo crescimento lento da oferta, com aumento de 1,5% somente no número de quartos.

Outra tendência que se confirmou em 2019 foi a de hotéis independentes se afiliarem a cadeias nacionais ou internacionais. Essa movimentação registrou aumento de cerca de 10% de cadeias nacionais e 64% de cadeias internacionais.

Perspectivas para 2020

O início do ano confirmou a tendência de recuperação das margens hoteleiras, com a maioria dos mercados atingindo índices de ocupação mais elevados, próximos aos picos históricos, dando continuidade ao movimento de recuperação das diárias médias. No entanto, a pandemia de Covid-19 impactou o mercado e freou a movimentação da segunda metade de março até o terceiro trimestre.

O diretor de Hotéis e Hospitalidade da JLL, Pedro Freire, comenta que, a partir do terceiro trimestre do ano, seguindo uma tendência mundial, os hotéis de lazer mais próximos de grandes centros urbanos voltaram a apresentar demanda de hóspedes.

“São empreendimentos que não dependem de maneira relevante do acesso aéreo para que seus hóspedes cheguem até eles, recebendo uma grande demanda de staycations, ou seja, pessoas e famílias que ficaram confinadas por meses em suas casas e agora, mesmo que com restrições, buscam essa alternativa”, pontua.

Clique aqui para baixar o relatório.

Deixe uma resposta