Hospedagem mais segura e exclusiva

Por Cris Jacobsen

Ninguém quer viver em uma bolha e é certo que muitos hábitos que praticávamos antes da pandemia serão abandonados. Seremos (e já somos) mais cautelosos e exigentes no que diz respeito aos protocolos de limpeza e higienização. Sairemos dessa experiência revendo nosso modo de vida.
A tendência que surge é a migração das cidades grandes para as menores, em busca de uma vida mais saudável, mais próxima à natureza, novas relações com os meios de trabalho, estudo e consumo, possibilitando uma disponibilidade diferente para as viagens, pulverizadas para além dos feriados e temporadas de férias.

O desejo de liberdade é inerente ao homem, bem como o conhecimento e as novas experiências. Com a pandemia do novo coronavírus, tivemos a limitação de nossas liberdades. Passeios e viagens passaram a ser um desafio. Agora, na retomada gradual das atividades e da hotelaria, surgem questões que pedem um novo olhar e novas soluções aos modelos já conhecidos.

A hotelaria vem se reinventando e, com isso, o “Turismo de Isolamento” ganha força, com medidas e protocolos para garantir ao hóspede o máximo de segurança durante a hospedagem. Os empreendimentos, por sua vez, estão se reinventando para atender à demanda, que exige protocolos de limpeza mais rígidos, menos compartilhamento de espaços comuns e mais privacidade.

Acompanhando esse movimento, cresce a tendência de acomodações mais privativas, seguras e exclusivas: os Chalés Familiares Funcionais, que podem atender com a mesma hospitalidade, mas com muito mais conforto as estadias de long e short term.

Não é um modelo inédito, mas o aprimoramento de um produto já existente em hospedagens mais simples. Com ambientes mais elaborados, completos, acolhedores e charmosos, focam na hospedagem de famílias com conforto e autonomia. Espaços mais amplos onde os clientes poderão se sentir em casa, mas também usufruir dos serviços de hospitalidade.

Entre as opções estão chalés com dois ou mais ambientes distintos para casais com filhos, banheiros confortáveis, armários espaçosos, bancada de trabalho/estudo e uma cozinha integrada.

Operando com 30 ou 40% de sua capacidade total, muitos hotéis estão com espaços ociosos, o que pede uma ressignificação de ambientes e serviços. Os restaurantes, por exemplo, devem atender um número muito reduzido de hóspedes ou servir as refeições diretamente no quarto. Entretanto, muitas unidades habitacionais não possuem estrutura para ofertar esse serviço de forma confortável, o que pede mais adequações.

Um chalé familiar será planejado para fazer desse momento uma experiência agradável, com uma cozinha privativa e funcional, de modo que o próprio hóspede poderá utilizá-la se desejar, inclusive com a opção de receber os insumos já higienizados pelo hotel ou quem sabe vindos da horta orgânica de um produtor local.

É possível agregar muitos serviços a esse tipo hospedagem com o intuito de valorizar e ressignificar a experiência com privacidade e segurança.


Cris Jacobsen é Designer de Interiores com foco na hotelaria


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