Google revela tendências aceleradas pela pandemia em 2020

Com a pandemia de coronavírus, comportamentos até então pouco prováveis se tornaram uma realidade e outras tendências ganharam força. Reforçando essas mudanças, o Google divulgou uma série de dados que mostram, principalmente, uma migração do consumo brasileiro para o digital. Segundo a empresa, são “acontecimentos que levariam décadas para ser incorporados” nas nossas rotinas.

Neste sentido, os principais crescimentos registrados nas buscas tiveram a ver com aniversário na internet, terapia e missa online, museus virtuais, denúncia digital, exercício em casa, homeschooling e lives no YouTube. Outro ponto é que as jornadas de compra de diferentes setores se digitalizaram fortemente nos últimos seis meses.

Os itens de casa (home & garden) tiveram alta de 58% nas pesquisas, por exemplo. Na questão bancária, principalmente com a oferta do auxílio emergencial pelo governo, as pessoas buscaram conhecimento sobre transações digitais. Quase 60 milhões de brasileiros receberam alguma parcela do auxílio e boa parte utilizou a quantia por conta digital.

Em paralelo, houve aumento de cinco vezes nos pagamentos por meios online, sendo que as carteiras digitais representam 85% dos pagamentos via aplicativo. Em geral, 74% das transações financeiras no Brasil foram realizadas pelos canais digitais.

E os pedidos online tiveram 112% de acréscimo, atingindo alta de 104% no faturamento – de R$ 16,2 bilhões no 2º trimestre de 2019 para R$ 33 bilhões no mesmo período deste ano. “Com um maior acesso à carteira digital, notamos também uma aceleração do consumo do digital como um todo. Não à toa, o e-commerce nacional registrou o dobro do faturamento e um importante crescimento no número de novos e-shoppers”, diz o Google.

Mais empresas online

Segundo o levantamento, pequenas e médias lojas de roupas, calçados, restaurantes e bebidas passaram a oferecer seus produtos em marketplaces. Apenas em março, a Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (Abcomm) teve registro de 107 mil novos estabelecimentos no ambiente online. Ou seja, uma loja online foi criada por minuto entre março e junho.

Dilemas do home office

Boa parte dos brasileiros tiveram o desafio de começar a trabalhar de casa, e a ideia é bem aceita pela maioria: 7 em cada 10 entrevistados em uma pesquisa da USP dizem querer continuar trabalhando de casa quando a pandemia passar. E uma em cada 5 pessoas entrevistadas pelo Google acredita que o hábito de trabalhar e estudar de casa vai ser incorporado daqui para frente.

Foto: Standsome Worklifestyle/Unsplash

As consequências negativas, de acordo com o Google, seriam a necessidade de aprender a conciliar trabalho, convivência em família e lazer sob o mesmo teto. Se mal administrado, isso pode trazer prejuízos à saúde mental e ao bem-estar. Para ajudar neste sentido, redes hoteleiras observaram essa demanda e lançaram serviços de room office, transformando quartos em salas de escritório, uma alternativa para quem deseja fugir do ambiente residencial por algumas horas ou não tem uma estrutura adequada de trabalho.

Para garantir uma boa experiência no home office, as ferramentas digitais têm papel fundamental. “Elas possibilitam o trabalho a distância com cada vez mais qualidade e precisão, e também aproximam as pessoas, criando novas possibilidades. O digital é um dos meios principais pelos quais a sociedade pode debater e encontrar maneiras de tornar o futuro da sua força de trabalho mais inclusivo”, avalia o buscador.

Foto de capa: Eddy Billard/ Unsplash

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