Figuras inesquecíveis

Por Magdala Castro

Dessa vez não vou relembrar eventos nem contar suas histórias. Vou falar dos bons amigos que conquistei no decorrer de mais de 45 anos nos setores de hotelaria e de turismo do nosso País

Comecei em 1958, quando na inauguração do Hotel Trocadero, em Copacabana, no Rio de Janeiro (na época um acontecimento e tanto), lancei a revista Othonews, que circularia como house organ dos hotéis da rede Othon – na ocasião, a maior cadeia hoteleira do Brasil. Depois de duas edições, resolvi modificar a revista, tornando uma publicação dirigida a toda rede nacional de hotéis. Foi então que a revista Othonews foi transformada na atual hotelnews, a mais abrangente e antiga do setor em circulação.

Naquele tempo, como deve continuar até hoje, os hotéis que não pertenciam a redes, eram dirigidos e comandados pelos próprios proprietários: os hoteleiros. Com a circulação da hotelnews nos hotéis de todo o País, tive ocasião de conhecer muitos deles, entre os quais fiz muitos amigos. Figuras inesquecíveis, líderes da hotelaria, como Emilio Lourenço de Sousa, Corintho de Arruda Falcão, Manuel Barcia Suarez, Germano Valente, Milton de Carvalho, Alfeu Fett, Paulo Meinberg, Victor Smidt, Eduardo Tapajós, José Tjurs, Caribé da Rocha, Waldemar Albien, Álvaro Bezerra de Mello, foram amigos que fizeram parte de nossa história.

Os empreendimento de vários deles continuam vivos e atualizados, através de seus herdeiros. Na serra fluminense, por exemplo, Germano Valente Filho, o Germaninho, além de assumir  com firmeza a direção-geral dos Hotéis Casablanca, em Petrópolis, realizou um  novo empreendimento com a construção de um belo cinco estrelas, em Itaipava, o Hotel Vale Real, o maior e melhor da cidade. Em Penedo, outra cidade da mesma serra, Manuel Suarez, que havia vendido seus três hotéis do Rio, construiu uma pousada-modelo, a Pousada Suarez, que seu filho André comanda com dedicação e esmero, mostrando que herdou do pai a vocação para a hotelaria. No Rio e Porto Alegre, os Hotéis Everest continuam sempre renovados e modernizados nas mãos dos quatro filhos de Alfeu Fett, cujo pai foi o fundador do primeiro Everest na capital gaúcha.

Não esqueço desses velhos amigos e de muitos outros que também guardo na memória. Tenho muita admiração por todos os filhos e até netos que dão continuidade ao trabalho de seus pais na hotelaria, como é o caso dos que mencionei, que conheci ainda meninos e, hoje, são pais de família –  um deles já é até avô. E assim, de geração em geração, vai se mantendo a hotelaria de cunho familiar, tão comum no Brasil como em outras partes do mundo.

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