Felipe Almeida: Rede Kastel é opção para quem não deseja franquias

A Rede Kastel, que conta hoje com 16 hotéis no portfólio, está em rápida expansão no mercado, com foco nos hoteleiros que não desejam entrar no segmento de franquias, mas ao mesmo tempo não abrem mão de ferramentas de tecnologia, vendas e distribuição. O sócio-fundador e CEO do grupo, Felipe Almeida, é responsável pelas prospecções e análises de mercado, além de buscar novas soluções digitais para os parceiros.

Com arrendamentos, gestão de vendas e gestão hoteleira sem arrendamento, a empresa tem superado a pandemia de Covid-19 e deve fechar bem o ano. Segundo Almeida, o foco da estratégia não é necessariamente padronizar hotéis, mas melhorar o desempenho comercial deles.

Confira a entrevista:

Hotelnews: Qual é o modelo de negócios da Rede Kastel?

Felipe Almeida: Somos uma gestora de produtos hoteleiros e trabalhamos com arrendamento, no qual começamos nossa atuação e temos 9 unidades, onde assumimos o risco total do empreendimento, mas também fazemos gestão de vendas e gestão hoteleira sem arrendamento. Nossa projeção para este ano é chegar a 30 empreendimentos (hoje existem 16 no portfólio), com alguns contratos já em negociação.

Somos pautados em tecnologia, com sistema próprio, ao lado de PMS’s que estão no mercado há bastante tempo, e oferecemos o serviço com valores competitivos. Temos ainda uma central própria de reservas, equipes para treinamentos e lançaremos neste ano uma plataforma de capacitação para as unidades parceiras. A ideia é desenvolver um projeto leve para o empresário e tiramos o peso de uma marca/branding, que fica muito caro para os hotéis.

HN: Quais são os pilares da estratégia da Kastel para bater de frente com outros grupos?

FA: Somos mais focados nos resultados financeiros e percepção de qualidade dos hóspedes do que na padronização dos espaços, pois acreditamos que cada um tem a sua forma de atender bem. A Kastel é uma alternativa para o hoteleiro independente que não deseja pagar mais por uma franquia e não cobramos multa rescisória – mas o anúncio deve ser feito com 30 dias de antecedência. A relação deve ser sustentável para as duas partes.

HN: Quais tipos de meios de hospedagem vocês têm no portfólio?

FA: A maioria está localizada no Estado do Rio de Janeiro, e fora temos apenas um hotel, o Manibu, de Recife, em Pernambuco, que é arrendado e consideramos uma base para nossa expansão futura no Nordeste. A proposta da Kastel é flexível e abrange vários tipos de hotéis, incluindo um tipo de branding próprio para pousadas, e conseguimos atender desde os hotéis com 15 a 20 apartamentos às unidades de 150, de maior porte.

HN: De que maneira a Covid-19 impactou os negócios?

FA: Estávamos no nosso melhor momento, com o início dos projetos de expansão, quando tudo aconteceu. No ano passado, a performance foi excelente com ocupação geral acima de 70% em todos os hotéis. No entanto, ficamos até surpresos com o andamento dos negócios durante a pandemia porque estamos bem posicionados e buscamos trabalhar com vários mercados, principalmente o regional, que será o primeiro a retomar no turismo. Nossa expansão é orgânica e não definimos números exatos.

Somos uma empresa de soluções e buscamos sempre a viabilidade de qualquer tipo de negócio. O fato termos flexibilidade faz com que possamos ajudar um número maior de hoteleiros. Conseguimos uma média de 20% a 30% de acréscimo na rentabilidade dos hotéis porque nossa atuação baseia-se em vendas e gestão de custos. O principal objetivo é buscar maneiras mais eficientes para gerir os hotéis. O setor evoluiu pouco nos últimos anos, mas agora vivemos uma revolução tecnológica.

HN: Qual dica você daria para os hoteleiros enfrentarem melhor a crise?

FA: O fundamental agora é a união entre os profissionais e todos devem usar a criatividade para encontrar os melhores caminhos. Acredito que os hoteleiros devem parar e pensar sobre o que podemos executar da melhor maneira, buscando soluções inovadoras e fora da caixa.

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