FBHA: Turismo Religioso precisa correr atrás do prejuízo

Segmento em ascensão no País, o Turismo Religioso sofreu um grande impacto com a pandemia da Covid-19. Para minimizar a transmissão do vírus, igrejas, santuários, basílicas e outros espaços similares fecharam as suas portas por um longo período no ano passado e agora precisam recuperar o prejuízo.

De acordo com a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), o Círio de Nazaré, evento religioso tradicional no Pará, contabilizou US$ 32 milhões em sua edição de 2019, enquanto a Festa da Padroeira – famoso encontro realizado em Aparecida, interior paulista – teve a presença de mais de 170 mil pessoas, entre turistas e excursionistas.

“Na próxima quinta-feira (21), será celebrado o Dia Mundial da Religião. Essa data é muito importante, pois milhões turistas se mobilizam para conhecer mais de 200 destinos nacionais focados em diferentes tipos de religião. É inegável que o fechamento desses estabelecimentos no ano passado trouxe prejuízos para o setor. Entretanto, vale destacar que a maioria dos locais passou por mudanças em seus protocolos de segurança, adotando medidas preventivas mais criteriosas”, comenta Alexandre Sampaio, presidente (FBHA).

Viagens movidas pela fé

De acordo com o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, anualmente são feitas 17,7 milhões de viagens domésticas para algum destino religioso. Além disso, apenas em 2017, o segmento movimentou R$ 15 bilhões no País e atraiu em torno de 30 peregrinos estrangeiros.

“A peregrinação, por exemplo, é uma forte incentivadora para o surgimento de novos negócios, o que gera emprego e renda para a população. Entre os destinos conhecidos, podemos citar Aparecida (SP), cuja catedral-basílica recebeu 12 milhões de visitantes em 2018; Nova Jerusalém (PE), palco anual da Paixão de Cristo no agreste pernambucano; Juazeiro do Norte (CE), com o Santuário do Padre Cícero; e Belém (PA) e a tradicional comemoração do Círio de Nazaré”, esclarece Sampaio.

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