Equipotel Conexões debate adaptação da hotelaria com a Covid-19

A crise da Covid-19 chegou ao Brasil com impacto sem precedentes no setor de turismo. Neste cenário, as redes hoteleiras e unidades independentes tiveram que buscar alternativas para se manter e não quebrar financeiramente. O primeiro encontro do Equipotel Conexões, nova série de conteúdos promovida online pela Equipotel, debateu nesta quarta-feira (29) a adaptação dos meios de hospedagens e resiliência.

Com o movimento de retomada e vários empreendimentos abrindo as portas novamente, o ponto-chave são os protocolos de segurança e higienização. “Agora se os hotéis não aderirem aos protocolos eles perdem demanda. Isso deve ser legitimado por meio de selos ou marcas, além de um investimento em comunicação direta com a base de hóspedes, clientes corporativos e trade”, comenta Eduardo Giestas, CEO da Atlantica Hotels.

“A parte mais importante é o treinamento de funcionários, e cada rede tem o seu formato e características neste aspecto. Todos nós acrescentamos novos procedimentos, não só técnicos, mas também no lado humano, que envolve o comportamento”, diz o CEO do Beach Park e presidente do Sindepat , Murilo Pascoal.

“Iniciamos todo esse processo no final de março e os protocolos foram evoluindo de acordo com o tempo. Nos inspiramos inicialmente na rotina hospitalar até que chegassem os materiais específicos para orientação do setor hoteleiro, junto com as entidades. Temos muito mais perguntas do que respostas, mas a união vai fazer a força na retomada”, reforça Alexandre Gehlen, diretor geral da Intercity.

Essas mudanças na rotina operacional dos hotéis estão relacionadas tanto a novos custos quanto adaptações no serviço. “Dois terços dos hotéis da Atlantica já terminaram o primeiro ciclo de auditoria do Bureau Veritas e esperamos concluir todos até setembro. Investimos em média entre R$ 2.000 e R$ 4.000 mil reais, por hotel, em acrílicos, sinalização e totens, e outro valor parecido em insumos, equipamentos de proteção individual e álcool gel. Considero um valor baixo, tendo em vista que a flexibilização de processos pode trazer uma redução de custos, compensando o que foi gasto com os protocolos”, argumenta Giestas.

Outro fator essencial é a fiscalização, que será realizada na maioria dos casos pelos próprios clientes. “O maior fiscal de tudo isso é o hóspede. Embora tenhamos alguém que não queira seguir as regras, essa pessoa não é a maioria. Existe uma tendência de o hóspede ter o desejo de relaxar e desobedecer aos protocolos porque está cansado da pandemia, mas não podemos deixar isso acontecer”, pontua Sérgio Souza, presidente da Resorts Brasil e diretor comercial do Casa Grande Hotel (SP).

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