Entidades comparam eventos a shoppings e aguardam protocolo de biossegurança do MTur

A Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) promoveu nesta quinta-feira (4) uma live no YouTube com participação de líderes de entidades, do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e da deputada federal Soraya Santos. O objetivo foi discutir medidas que servirão para a retomada do setor de eventos, que está paralisado em razão da pandemia de coronavírus.

Na transmissão, a presidente da Abeoc Brasil, Fátima Facuri, utilizou a liberação de shopping centers como argumento para a autorização também dos eventos. “Se os shoppings podem voltar, as feiras e congressos também podem, dentro de um novo protocolo viabilizado pela Anvisa”.

“É um contrassenso os shoppings terem atividade enquanto as feiras não podem”, criticou Armando Mello, presidente executivo da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe). “A retomada dos eventos deve ser imediata, pois diferente dos shoppings, as feiras sabem nome, endereço e telefone de quem entra, e essas pessoas podem ser monitoradas”.

Para ajudar nessa retomada do setor, a sugestão das entidades é a criação de um protocolo nacional de segurança, específico para o setor de eventos. Dessa forma seriam padronizadas as recomendações de segurança e higienização, que incluem o distanciamento social e variam de acordo com cada prefeitura e Estado.

“A indústria e nossos patrocinadores pedem isso porque precisam de confiabilidade para fazer um evento com segurança, e o selo poderia se chamar Evento Seguro. Queremos montar um grupo de trabalho para desenvolvê-lo”, disse Fátima.

Com a sugestão de um novo protocolo, Álvaro Antônio disse que o novo selo do Ministério do Turismo, chamado Turista Protegido, que deve ser lançado ainda nesta semana, cobrirá essa necessidade. “O selo de biossegurança atende a 15 segmentos do turismo e foi construído junto com o Ministério da Saúde, através da Anvisa. Os organizadores de eventos também serão beneficiados”, justificou o ministro.

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