Elevadores

Mais eficiência no sobe e desce corporativo

Ultramodernos ou simplesmente eficientes, os elevadores já não são mais apenas um apêndice das construções. Ganham cada vez atenção de arquitetos e construtores, e podem até determinar o valor comercial da construção ou, no mínimo, o seu grau de ocupação. Segundo Vitor Jocronis, arquiteto e diretor da AW Construções e Edificações – braço da Athié Wohnrath, um dos maiores escritórios de arquitetura corporativa do Brasil -, o número de pessoas trabalhando em um mesmo edifício corporativo cresce a cada dia, o que aumenta, significativamente, o tráfego nos elevadores.

“A escolha de um elevador com tecnologia adequada em edifícios corporativos é tão importante que influencia diretamente na satisfação dos usuários e muitas vezes é fator determinante no momento da escolha do prédio pelas empresas. É fundamental que os elevadores atendam satisfatoriamente às demandas”, afirma Jocronis.

De acordo com o arquiteto, a última palavra em soluções para prédios corporativos com grande fluxo de pessoas são os elevadores inteligentes, totalmente automatizados, que garantem pequeno tempo de espera do usuário. Outra opção, ele lembra – esta mais aplicada a prédios de alto padrão, mas que também otimiza o tempo de espera -, são os elevadores de chamada antecipada. “Nestes, a pessoa digita o andar em que deseja ir e já no visor, localizado do lado de fora do elevador, aparece o número ou a letra do elevador a que ela deverá se dirigir.

Em comum entre prédios residenciais e comerciais está a exigência de elevadores distintos para o transporte de pessoas e carga. O ideal, segundo o arquiteto, é instalar cabines de 3,2 metros de profundidade e pé-direito superior a três metros.

Estado de arte

Algumas construções conseguem exceder as expectativas e em Dubai, nos Emirados Árabes, isso é quase um lugar comum. O Jumeirah Emirates Towers, localizado na Sheikh Zayed Road, no centro do distrito comercial e corporativo da cidade, agrega duas torres icônicas, que começaram a ser construídas em 1996, pelo arquiteto Hazel Wong, e levaram quatro anos até a conclusão, em abril de 2000.

O edifício compreende dois triângulos equilaterais e é considerado um ícone entre as magníficas construções de Dubai. Em lados opostos estão uma torre de escritórios, de 350 metros de altura, e um hotel, um pouco mais baixo (305 metros) e 400 quartos. As duas torres são conectadas por um estrado central que leva ao Boulevard, centro de compras eleito shopping do ano em 2007.

Não é difícil calcular o movimento intenso de pessoas que, diariamente, transitam de um lado a outro do complexo, pelos 52 andares da torre de escritórios e 51 do hotel . A solução foi optar por um sistema de elevação mais do que inteligente, capaz de prever as situações de pico e aliviar, temporariamente, o congestionamento do tráfego por meio de carros acionados automática e alternadamente. Com isso, o tempo de espera para os usuários em todo o edifício é substancialmente reduzido.

As cabines são panorâmicas e, reforçadas pela estrutura de vidro que envolve toda a construção, são uma viagem à parte para hóspedes e visitantes.

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