Distância média de viagem do brasileiro cai 63%, diz Booking

Ao analisar os padrões de viagem dos últimos meses, entre junho e agosto, a Booking.com calculou que a distância média que os brasileiros viajaram caiu 63% em comparação com o mesmo período do ano passado. O índice é o mesmo da média global, também de 63%, e foi calculado com base na distância entre a localização estimada de quem fez a reserva (IP do usuário) e o destino da reserva, como uma linha reta.

Nos meses de junho a agosto de 2019, os viajantes brasileiros percorreram, em média, 1.557 quilômetros por reserva, e essa distância caiu para apenas 569 quilômetros neste ano. Em geral, 84% da distância total percorrida pelos brasileiros entre junho e agosto foi dentro do País, em comparação com apenas 32% durante o mesmo período de 2019.

“Durante esses tempos sem precedentes, é reconfortante ver que, embora nossos planos e prioridades possam ter mudado, nossa paixão por viagens é a mesma. Os últimos meses provaram que a felicidade que uma viagem pode trazer não é simplesmente medida em quilômetros e que há muitas aventuras a serem exploradas e conforto a ser encontrado bem perto de casa”, afirma o gerente regional da Booking.com no Brasil, Nelson Benavides.

Enquanto esta mudança de foco para viagem doméstica tem visto alguns destinos menos explorados, geralmente no interior dos Estados brasileiros, grandes centros urbanos ainda estão no topo da lista dos destinos mais populares nesta retomada gradual. Os destinos mais reservados nos últimos meses foram São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Gramado (RS), Curitiba (PR) e Brasília (DF).

E quando se trata da escolha da acomodação, os brasileiros estavam mais propensos a optar por um chalé entre os meses de junho e agosto deste ano, em comparação com o mesmo período ano passado, seguido por estadias em villas – ambos lideraram o ranking dos tipos de acomodação em tendência para viajantes domésticos nos últimos meses. Para critério de comparação, no final de 2019, ainda no pré-pandemia, 60% dos viajantes brasileiros pretendiam se hospedar em um hotel tradicional, seguido por pousadas (40%), resorts (29%), casas (29%) e apartamentos (22%).

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