Turismo brasileiro perde R$ 261,3 bilhões entre março e dezembro, diz CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aumentou de 7,6% para 8% a projeção de recuo no volume de receitas dos serviços em 2020, em função do ritmo lento de reação do setor. Confirmada a previsão, este será o pior resultado anual da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em 2012. E o turismo também foi um dos setores mais afetados com a pandemia.

A CNC calcula que, em 10 meses (de março a dezembro), o turismo brasileiro perdeu R$ 261,3 bilhões – o equivalente a mais de quatro meses de faturamento. Os dados de emprego do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, de março a novembro de 2020, 437,9 mil postos formais de trabalho foram eliminados no setor, o que representa uma queda de 12,5% na força de trabalho dessas atividades. “Atualmente, o turismo brasileiro opera com 42% da sua capacidade mensal de geração de receitas”, avalia Fabio Bentes, economista da CNC.

Todos os grupos de atividade apresentaram crescimento em novembro. Os destaques foram os serviços prestados às famílias (+8,2%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (+2,5%). O transporte aéreo também avançou (+6,8%), porém segue 38% abaixo do faturamento médio do primeiro bimestre de 2020 – antes da pandemia.

“Estas defasagens do volume de receitas em relação ao início do ano passado reforçam a percepção de que o turismo é, de longe, o setor mais afetado pela queda do nível de atividade ao longo do surto de Covid-19”, ressalta Bentes. Mesmo tendo crescido pelo sexto mês consecutivo, as atividades do turismo ainda se encontram 30% abaixo do nível pré-pandemia. “A expectativa é que o setor não consiga recuperar as perdas antes do fim de 2022, devendo registrar queda de 36,8% em 2020”.

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