Caruso: entre o céu e o mar

O hotel Caruso Belvedere promete dias de muito descanso e contemplação

Por Alessandra Leite

Pequenos vilarejos de casinhas coloridas construídas em penhascos rochosos debruçados sobre o azul e sereno mar Tirreno interligados por uma estrada sinuosa e estreita de tirar o fôlego, este é o cenário de um dos litorais mais belos e surpreendentes do mundo – a Costa Amalfitana. Classificada pela Unesco como Patrimônio Mundial da Humanidade, a Costiera Amalfitana, como é conhecida pelos italianos, fica na região da Campania, a cerca de 280 km da Roma. São apenas 60 km de um litoral escarpados e com pitorescas vistas panorâmicas, entre as cidades de Sorrento e Salerno.

Ao longo da estrada costeira esculpida na encosta, com mirantes dispersos por todo o percurso, encontram-se cidades históricas como Amalfi e Ravello e a charmosa Positano. Amalfi foi a primeira e uma das mais poderosas repúblicas marítimas da Itália. No século 9, a cidade dominava o comércio com o Oriente e a influencia bizantina e árabe esta presente na arquitetura, como na catedral dedicada a Sant´Andrea.

A entrada para a estradinha íngreme que leva a Ravello surge logo após Amalfi. No alto das montanhas Lattari, a quase 400 metros acima do mar, a cidade é conhecida por seus jardins e concertos de música clássica durante o verão. As suas duas jóias são a Villa Cimbrone e a Villa Rufolo – mansões centenárias com seus jardins magníficos e paisagens de cartão postal.

Durante o festival de música, os concertos acontecem em um palco montado ao ar livre, nos jardins da Villa Rufolo que já foi residência do compositor alemão Richard onde compôs a opera Parsifal. Já na Villa Cimbrone, os jardins levam ao Terrazzo dell´Infinito – que fica na beira de um precipício com um dos cenários mais inesquecíveis da costa. Contrastando com a arquitetura medieval da cidade, o auditório Oscar Niemeyer, em formato de uma concha acústica, enfrentou muitas polemicas durante a sua construção pois prejudicaria umas das paisagens mais belas da Costa Amalfitana. Inaugurado há um ano, o auditório, que abriga concertos, filmes e espetáculos de dança, é uma verdadeira obra de arte.

Antigo palácio do século 11, em 1893 foi transformado em uma hospedaria com apenas cinco quartos por Pantaleone Caruso que a chamou de Pensione Belvedere devido a linda vista do Golfo de Salerno. Posteriormente, ocupando os 24 apartamentos do palácio, passou a se chamar Hotel Caruso Belvedere. Hoje ele pertence ao seleto grupo Orient-Express.

Após uma extensiva obra de restauração que durou cinco anos, o Caruso reabriu para o publico em 2005. A renovação preservou o espírito aristocrático da construção como os afrescos que enfeitam as paredes e abóbadas, a capela em estilo barroco e o portal da entrada do hotel, com dois leões de pedra, que pertenceu à igreja de San Fustachio em Pontone.

Os 48 apartamentos são decorados com antiguidades, moveis em estilo napolitano e replicas de mobiliário do século 11. A maioria das acomodações oferece vista para o mar, sendo que algumas têm jardim privativo. Nos restaurantes se pode degustar a típica culinária napolitana. No Caruso, os jantares podem ser saboreados ao som de músicos locais com direito a performance do maitre. O Belvedere que fica ao ar livre próximo a piscina e funciona apenas no verão.

A maior estrela do Caruso é a piscina panorâmica de borda infinita integrada às ruínas romanas – é o lugar perfeito para assistir um por do sol e desfrutar a verdadeira essência do dolce far niente.

Mais informações: www.hotelcaruso.com e www.orientexpress.com

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