Booking revela 9 tendências para o futuro das viagens

A Booking.com acaba de divulgar o estudo The Future of Travel, com base em mais de 20 mil entrevistas com viajantes de 28 países. Em destaque nos insights, dois em cada três brasileiros (66%) dizem que não vão se sentir confortáveis em viajar até que exista uma vacina ou tratamento para a Covid-19, mas a indústria seguirá em adaptação a essa nova realidade.

“O brasileiro é a segunda nacionalidade que mais indicou que vai compensar uma data importante perdida. Outro ponto é que o preço terá impacto, com a busca por alternativas mais econômicas, incluindo promoções e descontos. Os destinos que não estavam muito em evidência poderão se beneficiar com a alta demanda pelo turismo doméstico nos próximos meses”, explica Marco Sobrinho, area manager da Booking para o Brasil.

Confira abaixo as nove previsões da OTA:

1 – Sonhos de viagem

Durante as recentes quarentenas, dois terços (67%) dos viajantes brasileiros estavam animados para viajar de novo quando o período acabasse. Além disso, 8 em cada 10 brasileiros (86%) passarão a valorizar mais suas viagens. Eles também indicaram que planejam fazer um número parecido de viagens domésticas e internacionais nos 12 meses após a suspensão das restrições de viagem em seus países.

2 – Impacto do preço

Devido aos impactos financeiros da pandemia, 84% dos viajantes brasileiros prestarão mais atenção ao preço na hora de pesquisar e planejar suas viagens. E 78% estarão mais propensos a procurar promoções e descontos, um comportamento que deve permanecer por anos.

No entanto, o valor buscado pelos hóspedes irá além dos preços. Afinal, 8 em cada 10 (82%) brasileiros dizem que esperam que as plataformas de reserva aumentem a transparência em relação às políticas de cancelamento, processos de reembolso e opções de seguro-viagem. Além disso, 36% dizem que contar com uma acomodação reembolsável será essencial para sua próxima viagem, e 40% sentem o mesmo em relação à flexibilidade de alterar datas sem que haja cobranças.

3 – Viagens perto de casa

A busca por viagens locais aumentou, e, no futuro, ficar perto de casa vai continuar dominando os planos de viagem. Afinal,44% dos brasileiros ainda planejam viajar dentro do próprio país daqui a 7 a 12 meses, e 32% planejam fazer isso daqui a mais de um ano. Já em relação a viagens locais, 55% pretendem conhecer um novo destino na região em que moram; 59% querem passar a curtir a beleza natural da sua terra; e 63% planejam viajar para algum lugar – perto ou longe – que já conhecem, por esse ser um destino familiar.

4 – Buscas viram passatempo

A grande maioria dos viajantes brasileiros (98%) passou um tempo procurando novas inspirações para as férias. Quase metade (46%), inclusive, pesquisou por possíveis destinos de viagem pelo menos uma vez por semana. As redes sociais, inclusive, podem ser uma excelente fonte de inspiração para os viajantes locais, mas não a única: 46% ainda recorrem às conversas com amigos e parentes.

5 – Segurança e limpeza são prioridades

O estudo mostra que 91% tomarão ainda mais precauções devido à pandemia e buscarão ajuda da indústria de viagens para se adaptarem ao novo normal. Neste sentido, 52% dos viajantes brasileiros vão passar a evitar alguns destinos e 71% deles esperam que as atrações turísticas se adaptem para garantir o distanciamento social. Da mesma forma, 81% só vão reservar uma acomodação se tiverem clareza sobre as medidas de saúde e higiene implementadas e 53% vão evitar o uso de transporte público.

6 – Viajante mais consciente

Como 7 em cada 10 (71%) viajantes brasileiros querem viajar de forma mais sustentável no futuro, é aguardado um movimento de forte conscientização. Inclusive, 84% esperam que a indústria de viagens ofereça opções mais sustentáveis. As visitas a destinos alternativos se tornarão mais comuns para evitar viagens durante a alta temporada (52%) ou em lugares superlotados (59%). Isso também significa que 67% dos viajantes do país ficarão longe de atrações turísticas lotadas.

7 – Sem horário fixo

O trabalho remoto chegou para ficar, e mais da metade (53%) dos hóspedes
brasileiros já consideram reservar um lugar para ficar no qual também possam trabalhar. Além disso, 43% deles estariam dispostos a ficar em quarentena nos destinos se pudessem trabalhar remotamente de lá. E 58% disseram que vão estender suas viagens de negócios, com o bleisure.

8 – Experiência mais leve

Desde o início da pandemia, aumentaram na Booking.com as recomendações relacionadas a atividades como “fazer trilhas” (94%) e “descansar” (33%), assim como “aproveitar a natureza” (44%) e “respirar ar puro” (50%). As pesquisas mostram que 3 em cada 4 viajantes brasileiros (76%) vão passar a apreciar experiências mais simples, como ficar ao ar livre ou curtir a família durante as férias, enquanto mais da metade (56%) também buscará experiências menos conhecidas, em áreas rurais, para que possam curtir ao máximo a natureza.

Quanto à acomodação, 43% dos viajantes brasileiros que buscam destinos “perto de casa” estão preferindo ficar em casas de temporada ou apartamentos, em vez de hotéis. É uma grande mudança em relação a 2019, quando 60% dos viajantes do País preferiam se hospedar em um hotel. Viagens para relaxar também estarão no topo do “novo normal” e mais de metade dos brasileiros (55%) dizem que esse é seu tipo de viagem preferida, seguida por férias na praia (51%) e viagens urbanas (14%).

9 – Inovação tecnológica

As inovações terão papel essencial na retomada e 71% dos viajantes brasileiros já concordam que a tecnologia será importante para controlar os riscos de saúde. Além disso, 69% dizem que as acomodações vão precisar de tecnologias de ponta para fazerem as pessoas se sentirem seguras e 62% querem que existam opções que permitam que se faça reservas em restaurantes de última hora.

Em complemento, 58% dos viajantes brasileiros querem poder contar com mais máquinas de autoatendimento, em vez de balcões, e 67% também estão animados com o potencial da tecnologia para personalizar suas experiências de viagem no futuro.

Deixe uma resposta