Booking deve demitir até 25% dos funcionários

A Booking.com anunciou que fará uma reestruturação na equipe, eliminando até 25% de sua base global de funcionários, o que corresponde a cerca de 4.300 pessoas, de acordo com o portal Skift. Glenn Fogel, CEO da Booking Holdings e Booking.com, lamentou a decisão e afirmou ainda que “esperava que isso não acontecesse”.

A OTA sediada em Amsterdã tinha cerca de 17.500 funcionários, em mais de 200 escritórios ao redor do mundo, presente em mais de 65 países. O número definitivo de demissões está sujeito, em parte, a conversas com o conselho da empresa na Holanda e às leis abrangentes. A partir de setembro a companhia deve anunciar o novo planejamento. “Desde o início, trabalhamos duro para proteger empregos. No entanto, nada pode atenuar o impacto que essa crise teve e continuará tendo no setor de viagens e nos nossos negócios”, ressalta Fogel.

A controladora Booking Holdings, com sede em Connecticut, nos Estados Unidos, tinha 26.400 funcionários no final de 2019, mas suas marcas Kayak e OpenTable demitiram cerca de 400 funcionários em abril, e a empresa Agoda, em Cingapura, dispensou cerca de 1.500 funcionários em maio.

Concorrência em desfalque

A Booking.com é uma das últimas empresas a divulgar sua redução de equipe. O Grupo Expedia, por exemplo, já cortou 12% de sua força de trabalho, próximo de 2.900 funcionários, em fevereiro, e o Tripadvisor diminuiu um quarto de sua equipe (mais de 900 funcionários) em abril. O Airbnb também cortou 25% de sua equipe, cerca de 1.900 trabalhadores, em maio.

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