Banco do Nordeste oferece linha de crédito emergencial para micro e pequenas empresas

Com a crise provocada pelo coronavírus, as redes hoteleiras buscam maneiras de se manter financeiramente, e uma delas é a obtenção de linhas de crédito. De olho nesses grupos em situação difícil, o Banco do Nordeste oferece uma linha de crédito especial para capital de giro com foco nas micro e pequenas empresas, que oferece até R$ 100 mil, com juros de 2,5% ao ano.

O valor pode ser utilizado para pagamento de despesas, salários, entre outras finalidades. A medida foi lançada pelo Governo Federal, dentro do Ministério do Desenvolvimento Regional, sendo operacionalizada pelo Banco do Nordeste.

No entanto, empresas de médio e grande porte podem obter até R$ 50 milhões na modalidade normal. “As empresas, principalmente as afetadas pela pandemia, precisam de crédito para fazer funcionar o mínimo possível porque as despesas continuam”, afirma o gerente do escritório do Banco do Nordeste em São Paulo, Humberto Leite.

“O banco atua com desenvolvimento regional e tem foco de atuação no que chamamos de Nordeste ‘expandido’ porque temos presença também no Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo – embora essas regiões estejam no Sudeste. Nosso principal produto é o crédito e, para exercer esse papel de suprir as demandas, atuamos com recurso exclusivo pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste”, reforça.

Humberto Leite

Linhas de crédito

Para capital de giro, o Bando do Nordeste oferece dois tipos de negócio: o emergencial e o normal. Até então, o limite para o serviço de emergência era de R$ 50 mil, mas subiu para R$ 100 mil, em razão da pandemia de Covid-19, e ficará disponível até o fim do ano neste limite “Destinado para micro e pequenas empresas, esse crédito emergencial pode ser obtido por meio de garantias apenas fidejussórias, que são as garantias pessoais, dependendo de um avalista. A taxa de juros fica em 2,5% ao ano”.

Para empresas maiores, o capital de giro normal oferece até R$ 50 milhões, a uma taxa de juros de 2,5%, ao máximo, porque a taxa vai caindo em razão do porte da empresa e da localização do empreendimento, que é somada ao IPCA (índice que mede a inflação). “Essa taxa é menor para as empresas de menor porte e em municípios menos desenvolvidos, variando entre 1,24% e 2,53%, mais o IPCA”, explica Leite.

“As taxas são boas para qualquer atividade privada e todo porte de empresa, desde uma pequena pousada a um grande resort. E o banco facilitará muito para empresas que já são clientes”, pontua.

Nova gestão

O Banco do Nordeste agora tem como novo presidente Alexandre Borges Cabral, eleito pelo Conselho de Administração nesta semana. Ele tem 34 anos de experiência na área financeira e fez carreira no BNB, sendo também presidente da Casa da Moeda do Brasil (2016-2019) e coordenador da área de Atração de Investimentos do Governo do Estado do Ceará (2004-2007).

No banco, Alexandre já atuou como chefe do Departamento de Desenvolvimento Industrial e da Divisão de Avaliação do Departamento Industrial. Foi também gerente de negócios, superintendente de Negócios Corporativos, assessor executivo da presidência e gerente de agência.

“A transição de gestão em qualquer empresa é encarada como um processo natural. E uma empresa do governo, como o caso do BNB, passa por esse processo periodicamente. O importante é a continuidade e o Alexandre é um funcionário que conhece muito bem a empresa, as missões e estratégias. E para realizar possíveis mudanças nos serviços, ainda precisamos de estudos”, avalia Humberto.

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