As empresas de hospitalidade precisam de talentos mais versáteis

Tente imaginar a última vez que você foi a um restaurante, fez uma viagem memorável ou ficou em um hotel. O que você lembra? Pessoas de diferentes culturas e estilos? Muito provavelmente na recepção do hotel tinha alguém resolvendo algum problema? Alguém estava chamando o garçom para talvez oferecer seus cumprimentos ao chef?  

Eu gosto de dizer que aqueles que decidem trabalhar na hospitalidade são os que buscam desafios e emoção e, acima de tudo, amam pessoas e a experiência humana. A hospitalidade não é para os fracos de coração, mas recompensa aqueles que abraçam o seu propósito.

O que é hospitalidade?

Embora possa parecer uma definição superficial, a hospitalidade é muito mais do que apenas hotéis, restaurantes ou experiências de viagens. Para colocar os fatos em perspectiva, aproximadamente um em cada dez empregos em todo o mundo está sob a jurisdição da hospitalidade (OMT). Esse dado representa 10% de todos os empregos no mundo inteiro – cerca de 300 milhões de posições. Isso é para mostrar que, onde há uma experiência e uma interação entre cliente e empresa, há hospitalidade. 

Aqueles que desejam brilhar nesse segmento precisam ser flexíveis, determinados e estar prontos para um desafio. O mundo é composto de diferentes culturas, expectativas, necessidades e atitudes, e aqueles que optam por encarar este desafio devem possuir um forte repertório de habilidades sociais. Assim como não há manual para a vida, não existe um guia que cubra todas as interações de atendimento. E é por isso que o setor precisa de talentos que estejam preparados tecnicamente e emocionalmente.

Refletindo

Temos um cenário em movimento constante e as nossas expectativas também mudaram. Dessa forma, os requisitos dos profissionais que trabalham em turismo, hotelaria, experiências de viagens e gastronomia também precisam mudar. Espera-se que os candidatos possuam mais do que apenas conhecimento e habilidades técnicas, como a capacidade de solucionar os problemas com autonomia e criatividade. Instituições de ensino e empresas de hospitalidade precisam reconhecer essas mudanças e o perfil do turismo pós-moderno para formar profissionais versáteis e que se adaptam às mudanças comportamentais e disruptivas do setor.

Os profissionais que estão na vanguarda enfatizam a importância de colocar o foco não apenas em conhecimento e habilidades específicas, mas também em desenvolver as habilidades dos alunos para confrontarem essas mudanças por meio do aprendizado de longo prazo focado em afeto, pensamento criativo, colaboração, artes, responsabilidade social e zona de conforto.  

Embora não exista uma definição única de aprendizagem, o objetivo é assegurar uma carreira sustentável para que o aluno não seja descartado pelo mercado.  Essas mudanças são construídas partindo do pensamento de que a indústria da hospitalidade não está fechada em um ecossistema – ela faz parte de um sistema que está relacionado ao nosso lado mais humano e ao cuidado de pessoas. 

Colocar a pessoa certa para o trabalho certo garante que toda a equipe esteja feliz e motivada. Muitas pessoas têm as habilidades exatas, mas nem todo mundo tem a atitude correta.

** Aline Silva é pesquisadora e exploradora na área de hospitalidade. Por meio da sua plataforma online alinesilva.in, aconselha pequenas propriedades de hospedagem, oferecendo mentoria e outros recursos com informações estratégicas sobre hospitalidade. Contato: [email protected]

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